Mais de 20 mil pessoas fogem para RDC por violência na RCA, diz Acnur

Genebra, 30 jun (EFE).- Um total de 21,5 mil pessoas entraram nas últimas semanas na República Democrática do Congo (RDC) fugindo da violência na vizinha República Centro-Africana (RCA), informou nesta sexta-feira a Agência da ONU para os Refugiados (Acnur).

Em coletiva de imprensa, o porta-voz da Acnur, Andrej Mahecic, expressou hoje sua preocupação pelo ressurgimento da violência entre grupos de autodefesa e outros grupos armados em zonas da República Centro-Africana, particularmente no sul e norte do país.

Mahecic indicou que ocorreram atos de violência nas cidades de Zemio, Bria e Kaga Bandaro.

Em Zemio, perto da fronteira com a República Democrática do Congo, o pessoal da Acnur informou que desde terça-feira grupos rivais mantêm combates nos quais inclusive foi usada artilharia.

Algumas moradias próximas ao escritório da Acnur pegaram fogo como consequência do impacto dos projéteis e mais de mil pessoas fugiram das suas casas.

Muitos centro-africanos buscam refúgio em uma igreja católica na cidade, enquanto cerca de 60 pessoas se ampararam no local da ONU.

A violência também afetou seriamente os 3 mil refugiados congoleses que vivem em um acampamento em Zemio que foi invadido por homens armados.

Em Bria, ocorreram combates em 20 de junho que se estenderam por três dias consecutivos.

Muita gente fugiu para a floresta e informações indicam que um acampamento para deslocados internos que acolhe 2,4 mil pessoas no distrito IV de Ndourou "ficou completamente vazio".

Os ataques indiscriminados em Bria causaram a morte de 136 pessoas e deixaram 36 feridos, 600 moradias queimadas e 180 mais saqueadas, segundo a agência da ONU.

Em um incidente separado, homens não identificados tentaram entrar na quarta-feira durante a noite em um alojamento da Acnur em Kaga Bandaro, no norte do país, com a intenção de atacar o pessoal da agência e saquear as instalações, mas foram repelidos pelas forças de paz da ONU no país (Minusca).

Mahecic renovou a chamada da agência a todas as partes em conflito na zona para que deixem imediatamente de atacar civis e trabalhadores humanitários.

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