Ativistas denunciam "ameaças e ataques" em visita de Xi Jinping a Hong Kong

Hong Kong 1 jul (EFE).- Os ativistas retidos neste sábado durante os protestos pela visita a Hong Kong do presidente da China, Xi Jinping, denunciaram a existência de uma campanha policial com "ameaças e ataques violentos", que busca evitar a realização de protestos durante a visita do governante.

Xi foi a Hong Kong por causa dos eventos comemorativos pelo 20º aniversário da transferência da soberania de Hong Kong a Pequim ppr parte do Reino Unido.

"Claramente, a polícia está exercendo um abuso de poder e o seu trabalho é prevenir que fôssemos à cerimônia de hoje para protestar contra Xi Jinping", declarou à imprensa Joshua Wong, líder do Partido Demosisto e que foi detido e algemado na rua quando participava de uma marcha para exigir mais liberdades e chamar a atenção para a situação do dissidente e ganhador do Nobel da Paz Liu Xiaobo.

"Nas últimas 72 horas, membros da Liga Social-Democrata sofreram múltiplas ameaças e ataques violentos por parte da polícia e de grupos pró-China. Mais de 100 policiais estão nos seguindo", afirmou Avery Ng, integrante do partido, um dos mais ativos nos protestos.

Os distúrbios aconteceram depois das 7h30 locais (20h30 de Brasília da sexta-feira) quando os defensores da democracia se preparavam para iniciar uma marcha rumo ao centro de convenções de Hong Kong, lugar onde aconteceram os eventos de comemoração do 20º aniversário da devolução do território.

Além disso, ao ponto marcado para o protesto chegaram centenas de manifestantes pró-China, portando bandeiras nacionais, que cercaram os ativistas.

"Os pró-China bloquearam nossa manifestação e começaram a nos atacar enquanto a polícia não fazia nada, só observava, até que optou por nos manter retidos até cerca de oito da manhã ", criticou Wong posteriormente.

Nessa hora, o líder chinês já estava no interior do centro de convenções onde aconteceu a cerimônia do 20º aniversário da cessão de Hong Kong à China por parte do Reino Unido, e a tomada de posse do novo governo regional da ilha.

Parte dos retidos pelas forças de segurança tinham sido libertados durante a madrugada de sexta-feira depois que alguns permaneceram até 33 horas detidos por protestarem contra a presença de Xi em Hong Kong.

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