Carrie Lam toma posse como e se torna a primeira mulher a governar Hong Kong

Hong Kong, 1 jul (EFE).- Carrie Lam tomou posse neste sábado como chefe do governo regional de Hong Kong, a quinta pessoa e a primeira mulher a exercer esse cargo delicado, em um dia marcado pelos protestos em favor de mais democracia e quando completam 20 anos da transferência da soberania do território do Reino Unido para Pequim.

Lam jurou o cargo por um período de cinco anos em uma cerimônia no centro de convenções com a presença do presidente chinês, Xi Jinping, e foi seguida por todos os membros de seu Executivo.

Em seu discurso de posse, Lam reconheceu que enfrenta "uma tarefa muito difícil" diante dos desafios que enfrenta o território, com uma crescente divisão política e social, assim como o aumento do descontentamento dos jovens pelo alto custo de vida e pela falta de uma democracia autêntica.

Lam, de 60 anos, pediu "unidade" e se mostrou disposta a tomar medidas para que os jovens possam participar "mais" na tomada de decisões nesta região administrativa especial da China, onde a democracia e as liberdades têm limites.

A nova chefe do governo regional invocou o espírito "de Hong Kong" para seguir adiante, que se manifestou em momentos como a crise financeira do sudeste asiático de 1997 e o surto da síndrome respiratória severa e aguda (Sars, sigla em inglês), que causou centenas de mortos entre 2002 e 2003.

"Nunca perdemos a confiança no futuro de Hong Kong", reiterou a nova governante.

Lam foi muito prudente ao prometer "garantir a aplicação do princípio 'um país, dois sistemas'", pelo qual Pequim permite em Hong Kong maiores liberdades políticas e econômicas em comparação com o resto da China.

Sua chegada ao poder regional coincide com o aumento das vozes e dos protestos dos que pedem mais democracia e até a independência do território.

Lam ganhou as eleições de 26 de março, em uma escolha realizada por um comitê formado por 1.200 membros, no qual há forte influência de Pequim.

Os três candidatos tiveram que passar por um processo de seleção prévia, motivos pelos quais os partidos e movimentos democráticos consideram Lam, assim como seu antecessor Cy Leung, uma marionete de Pequim.

A cerimônia de hoje aconteceu enquanto uma tentativa de protesto por parte de pequenos partidos políticos que pedem uma democracia completa foi impedida por grupos civis pró-China e depois por policiais.

As forças de segurança retiveram durante várias horas alguns dos manifestantes, entre eles o secretário do Partido Demosisto, Joshua Wong.

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