Chanceler diz que Catar não negociará lista de demandas de países do Golfo

Roma, 1 jul (EFE).- O ministro de Relações Exteriores do Catar, Mohammed bin Abdelraham al Zani, disse neste sábado, em Roma, que seu governo não irá negociar a lista de demandas apresentada por vários países do Golfo Pérsico para solucionar a crise diplomática iniciada no último dia 5 na região.

"Essa lista de demandas não foi feita para ser aceita nem para ser negociada. O Catar a rejeita", afirmou o chanceler, acrescentando que as discussões sobre o assunto no futuro devem levar em consideração o direito de soberania de seu país.

A lista de 13 pontos foi anunciada por Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Egito e Bahrein como condição para suspender o bloqueio econômico ao Catar. Os quatro países romperam laços diplomáticos e comerciais com o vizinho após acusar o governo catariano de apoiar o Irã e ter laços com o terrorismo.

"Ninguém tem o direito de lançar um ultimato contra um país soberano. Independente do que está na lista, eles dizem que isso tem que ser cumprido em dez dias. Isso mostra quão débeis são essas condições", criticou o ministro.

Al Zani disse que o bloqueio imposto pelos quatro países está provocando uma "trágica situação humanitária". "Famílias ficaram separadas em razão dessas medidas. Registramos aproximadamente 12 mil casos de maridos e esposas que foram separados", afirmou.

"Certamente todo o mundo entende que essas demandas querem atacar a soberania do Catar, a liberdade de expressão e impõem um sistema de controle sobre o país", disse o chanceler.

"O Catar está em uma região que é considerada um centro de estabilidade em uma região turbulenta. Acredito que há bastante juízo para evitar ações irresponsáveis contra qualquer país. Nenhum país, nem nossos aliados internacionais, vão aceitar uma escalada semelhante na região", destacou o ministro.

"A região é vital para todo o mundo, não só para a região árabe", alertou.

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