Maduro diz aos EUA que não aceita ameaças e pede mudanças em sua política

Caracas, 30 jun (EFE).- O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse nesta sexta-feira que enviou uma mensagem ao mandatário dos Estados Unidos, Donald Trump, solicitando mudanças na política americana para seu país e advertiu que não aceita "ameaças".

"Podemos conversar (com os EUA)? Sim, mas sem ameaças, porque os funcionários do Departamento de Estado mandam mensagens, 'as coisas estão ruins, mas poderiam estar pior', como uma ameaça. Guardem suas ameaças, engulam suas ameaças", disse Maduro em um evento com simpatizantes chavistas em Caracas.

O presidente venezuelano reiterou que seu governo está "preparado" para iniciar uma "nova etapa" nas relações com os Estados Unidos, mas com base "no respeito absoluto".

"Eu enviei uma mensagem ao presidente Donald Trump, sei que já cometeu erros na política internacional, mas não cometa o erro que está cometendo com a América Latina e o Caribe, contra a Venezuela, corrija a tempo sua política contra a Venezuela, contra Cuba", afirmou Maduro.

Além disso, o líder chavista repetiu o que disse na terça-feira, quando pediu a Trump que "ordenasse" à oposição venezuelana "o fim de sua campanha de golpe de Estado e de violência", em alusão aos protestos antigovernamentais que se desenvolvem na Venezuela há três meses e já deixaram mais de 80 mortos.

Maduro disse que os protestos convocados pela aliança opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD) fazem parte de um plano golpista que é apoiado pelos Estados Unidos e por outros países do continente.

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