Pamela Anderson, 50 anos da "sex symbol" que se tornou ativista

David Villafranca.

Los Angeles (EUA), 1 jul (EFE).- Ainda que o público a lembre por suas corridas vestindo maiô e em câmera lenta pelas praias de "S.O.S. Malibu", Pamela Anderson, que completa 50 anos neste sábado, deixou parcialmente de lado sua imagem de "sex symbol" para se focar em seus esforços no ativismo e na defesa dos animais.

A atriz e modelo canadense foi um dos mitos eróticos mais explosivos dos anos 90, até se tornar a mulher com mais capas da revista "Playboy", mas agora aparece frequentemente na imprensa por motivos muito diferentes: seu apoio a organizações de defesa dos animais, sua opção pelo veganismo e seu suposto romance com Julian Assange.

"Sou uma ativista 'sexy' em tempo integral. Ultimamente me descreveram como uma 'bizarra poeta política' e tomo isso como um elogio", disse Pamela durante um discurso em maio em Paris ao receber um prêmio por seu trabalho filantrópico.

"Nunca quis ser uma atriz. Isso foi sorte. Queria fazer o que estou fazendo agora", acrescentou sobre seu trabalho como ativista.

Pamela Anderson nasceu em 1º de julho de 1967 em Ladysmith (Canadá) e em 2014 revelou que sofreu abusos sexuais e foi estuprada quando era uma menina.

Sua carreira profissional começou depois que uma companhia de cervejas a descobriu como espectadora em uma partida de futebol americano e a contratou para um anúncio.

As portas do mundo do espetáculo pareciam se abrir para ela, que se mudou para Los Angeles na busca de uma grande oportunidade que chegou em forma de praias paradisíacas vigiadas por bravos e sedutores salva-vidas.

Menosprezada pela crítica, mas com um grande respaldo do público, "S.O.S. Malibu" foi um fenômeno da televisão dos anos 90 e converteu Pamela e David Hasselhoff em estrelas graças a uma série que misturava aventuras, ação, tramas de novela e corpos esculturais para mexer com a libido de toda uma geração.

Levantada por "S.O.S. Malibu" e suas aparições em capas de revistas, a atriz tentou lançar sua carreira no cinema com filmes como "Bela e Perigosa" (1996), que teve resultado inferior ao esperado.

Para o bem ou para o mal, sua trajetória sempre esteve unida a "S.O.S. Malibu" e por isso não poderia ficar de fora do filme "Baywatch - S.O.S. Malibu", que estreou neste ano como uma homenagem à série e que foi protagonizado por Dwayne "The Rock" Johnson e Zac Efron.

Tratou-se apenas de um ponta, mas sua aparição junto com a de Hasselhoff foi o maior destaque do filme.

Mas onde Pamela de fato deixou uma marca muito mais duradoura e constante é no ativismo, com seu apoio a organizações como Pessoas para o Tratamento Ético dos Animais (PETA) ou com sua própria fundação The Pamela Anderson Foundation (PAF).

A proteção dos animais, o veganismo, a luta contra o desflorestamento e contra a caça são algumas das causas nas quais Pamela Anderson se envolveu.

Sempre com a sombra dos paparazzi, sua vida passou por altos e baixos de todos os tipos.

Primeiro se casou com Tommy Lee, baterista do Mötley Crue e com quem protagonizou um dos primeiros escândalos da história ao cair na rede um vídeo sexual de ambos.

Pamela teve dois filhos com Lee antes de se divorciar do músico, que foi condenado a seis meses de prisão por maltratar sua então mulher.

A atriz se casou ainda com Kid Rock e Rick Salomon, dos quais já se separou, ainda que as notícias mais comentadas ultimamente sobre a sua vida sentimental tenham a ver com um suposto romance que mantém com Julian Assange, o fundador do WikiLeaks.

Assange, que permanece preso desde 2012 na embaixada equatoriana de Londres para evitar sua extradição à Suécia por um caso de delitos sexuais, foi o ponto central de um texto publicado por Pamela em 17 de junho no seu blog, intitulado "Por ue o meu coração está com Julian".

"Não importa onde estiver, não posso esquecer deste homem isolado na embaixada equatoriana. Um homem que se arriscou tanto e recebe tão pouca gratidão", escreveu Pamela Anderson sobre Assange, a quem visitou em várias ocasiões na embaixada equatoriana.
 

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