Promotoria informa sobre duas novas detenções no Equador por caso Odebrecht

(Atualiza com informação sobre julgamento do ex-controlador).

Quito, 1 jul (EFE).- Duas pessoas foram detidas nas últimas horas no Equador para investigações dentro do chamado caso Odebrecht, informou neste sábado a Promotoria em sua conta do Twitter.

"Notícia em desenvolvimento: do operativo #CasoOdebrecht, 2 detidos para investigação por enriquecimento não justificado e lavagem de dinheiro", escreveu o Ministério Público na rede social ao lado de fotos do fato.

Além disso, foi acrescentado um vídeo do momento no qual são lidos os direitos a Ramiro C., que foi "detido por Promotoria para investigações" no caso Odebrecht, mas não há dados sobre o segundo detido. "No desenvolvimento da investigação do #CasoOdebrecht, ficou determinado que Ramiro C. teria sido beneficiário de pagamentos ilícitos", aponta o Ministério Público.

Antes das duas detenções das últimas horas, a polícia do Equador tinha detido para investigações cinco pessoas em relação com o caso Odebrecht, e uma segue em detenção domiciliar.

A oposição vinculou por responsabilidade política com o caso o vice-presidente do país, Jorge Glas, que negou taxativamente qualquer relação e indicou que foi "tremendamente duro" para ele conhecer a detenção de um tio, agora em detenção domiciliar por ter mais de 65 anos.

Em dezembro, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos revelou que a Odebrecht tinha pago supostamente US$ 788 milhões em subornos em 12 países da América Latina e da África.

O relatório do Departamento de Justiça indicou que no caso do Equador, entre 2007 e 2016 a construtora supostamente pagou subornos no valor de mais de US$ 35,5 milhões a "funcionários do Governo", o que supostamente gerou benefícios de mais de US$ 116 milhões.

A informação sobre as novas prisões ocorre às vésperas do início do julgamento político do ex-controlador-geral do Equador Carlos Polit, envolvido no escândalo de Odebrecht.

O presidente da Assembleia Nacional do Equador, José Serrano, afirmou que a audiência, que começará às 15h locais, pode demorar cerca de seis horas. Isso vai depender da presença ou não do acusado na sede do Legislativo.

Polit renunciou ao cargo no dia 20 de junho e está há vários dias nos Estados Unidos por razões médicas.

O processo de julgamento político ocorre depois de a Comissão de Controle da Assembleia ter publicado um relatório que recomenda que o plenário do órgão acuse Polit de "não cumprimento das funções atribuídas na Constituição e na lei".

O ex-controlador, que tinha sido convocado na última terça-feira para prestar esclarecimentos sobre as suspeitas contra, respondeu por escrito através de seus advogados.

No último dia 2 de junho, durante uma das operações executadas pela Promotoria dentro do caso Odebrecht, a polícia do Equador fez buscas em um imóvel de Polit na cidade de Guayaquil.

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