RDC declara fim do surto de ebola com um saldo de 4 mortos

Kinshasa, 1 jul (EFE).- O ministro de Saúde Pública da República Democrática do Congo (RDC), Oly Ilunga Kalenga, declarou neste sábado o fim do surto de ebola que afetou no mês passado a província de Bas-Uele, no norte do país, onde morreram quatro pessoas por causa do vírus.

O país se declarou livre do ebola após os 42 dias regulamentares sem observar nenhum novo caso e o ministro assegurou à imprensa que a decisão cumpre com as normas sanitárias de vigilância do vírus.

Segundo o titular, a epidemia de febre hemorrágica viral (FHV) que se declarou em Likati (Bas-Uele) em 11 de maio causou a morte de quatro pessoas, e além disso há outros cinco casos confirmados de contágio.

Outras 583 pessoas que entraram em contato com o vírus testaram negativo nos exames, declarou o ministro.

Desde 2 de junho, não foi registrado nenhum novo caso confirmado, uma vitória que o ministro atribuiu aos serviços do Ministério de Saúde com o apoio da Organização Mundial da Saúde (OMS), Unicef, o Programa Mundial de Alimentos e a missão da ONU no país, Monusco.

O ministério aproveitou a ocasião para elogiar o trabalho de todos os profissionais desdobrados na zona afetada e "o seu trabalho para ajudar a nação".

O último surto de ebola aconteceu em Bas-Uele, uma das províncias mais remotas do nordeste do país, a 1,4 mil quilômetros da capital, Kinshasa, e a mais de 350 quilômetros do centro urbano mais próximo, algo que fez temer sobre a capacidade logística para fazer frente à epidemia.

As autoridades reguladoras da RDC aprovaram o protocolo para uma possível vacinação.

No entanto, a OMS descartou no final de maio o uso da vacina experimental contra o ebola dado que no momento só havia dois casos confirmados em laboratório.

A OMS alertou em reiteradas ocasiões que até que não haja nenhum caso e se tenha superado o período de extrema vigilância de 90 dias, o perigo do ressurgimento da doença segue patente.

Libéria, Guiné e Serra Leoa foram os países mais afetados pela última epidemia de ebola na África ocidental, que surgiu em dezembro de 2013 e depois se expandiu aos dois países vizinhos.

Em quase dois anos, a epidemia deixou 29.607 infectados, dos quais 11.314 morreram.

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