Síria diz que relatório sobre uso de armas químicas carece de credibilidade

Cairo, 1 jul (EFE).- O Ministério das Relações Exteriores da Síria afirmou neste sábado que o relatório apresentado pela Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ) sobre o uso desse tipo de armamento na cidade de Khan Shijun carece de credibilidade e contém alegações falsas.

O governo da Síria alega que o comitê de investigação da OPAQ se baseou em testemunhos de "terroristas" que estão na Turquia. Os depoimentos, segundo o regime de Bashar al Assad, "não contém nem o mínimo rastro de verdade".

"O relatório apresenta algumas alegações inventadas e falsas, não tem credibilidade e não é aceitável sob nenhum ponto de vista, por estar longe de qualquer lógica", disse a nota, divulgada pela agência estatal síria "Sana".

O Ministério de Relações Exteriores da Síria pediu que a OPAQ elabore um "relatório honesto" e que não se submeta à provocação de países e das partes que a impedem de chegar à verdade.

A OPAQ confirmou nesta sexta-feira o uso de armas químicas no ataque de 4 de abril contra a cidade de Khan Shijun, no sul da província de Idlib.

Segundo um estudo realizado a partir das provas coletadas por uma missão da OPAQ, a organização comprovou que a população atingida foi exposta ao gás sarín. O objetivo da missão, segundo a OPAQ, foi determinar se houve uso de armas químicas, não quem é responsável pelo ataque.

O Conselho Executivo da OPAQ avaliará o relatório, que foi enviado ao Conselho de Segurança da ONU, no próximo dia 5.

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