Antes de visita do papa, Parada LGBTI defende estado laico na Colômbia

Bogotá, 2 jul (EFE).- Dezenas de milhares de colombianos foram às ruas de Bogotá neste domingo para a Parada do Orgulho LGBTI defendendo o estado laico na Colômbia, um evento que ocorre apenas dois meses antes da visita do papa Francisco ao país.

A manifestação, que transcorreu em meio a um ambiente festivo e sem incidentes, percorreu desde o Parque Nacional até a Praça Bolívar, centro do poder político da Colômbia.

"Mais que uma manifestação, é uma marcha que reúne os cidadãos com vontade de dizer ao governo e à sociedade que a comunidade LGBTI está aqui se construindo de forma diversa", disse à Agência Efe o diretor de Diversidade Sexual da Prefeitura de Bogotá, Juan Carlos Prieto.

A Parada LGBTI de Bogotá escolheu como lema a frase "Estado laico, corpos livres" para lembrar que a Constituição do país descreve a Colômbia como "laico e social".

Perguntado sobre a relação entre o lema e viagem do papa Francisco ao país em setembro, Prieto disse que a frase foi escolhida antes da confirmação da visita do pontífice e negou que o objetivo dos organizadores tenha sido criar polêmica.

"A marcha de Bogotá é muito política, não é como em algumas cidades do mundo, com um ambiente mais de carnaval. Buscamos gerar debate", concluiu o representante da administração municipal.

Os organizadores do evento esperam duplicar neste ano o número de participantes da marcha, reunindo desta vez 150 mil pessoas.

Uma hora antes do início do ato, milhares de pessoas já se reuniam no ponto de partida.

A porta-voz do Grupo de Ação e Apoio às Pessoas Trans, Maritza Sandoval, disse à Efe que a marcha neste ano também é de comemoração.

"As pessoas trans já podem mudar seu nome e gênero em seus documentos. Também foram legalizados os casamentos de pessoas do mesmo sexo. Conseguimos muitos direitos que existem nos outros países, mas que eram negados na Colômbia", explicou.

Outro dos manifestantes, Victor Jiménez, disse que muitos gays se sentem discriminados em ambientes como o da Igreja.

"Temos que descartar os tabus e sermos aceitos nas igrejas. Os gays também acreditam em deus", afirmou.

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