Esvaziados, protestos em 46 cidades dos EUA pedem impeachment de Trump

Los Angeles (EUA), 2 jul (EFE).- Com uma participação abaixo do esperado pelos organizadores, milhares de pessoas participaram neste domingo de protestos convocados em 46 cidades dos Estados Unidos para pedir que o Congresso inicie um processo de impeachment contra o presidente do país, Donald Trump.

As manifestações, convocadas por ativistas de direitos humanos, serviram também para protestar contra as medidas do republicano em relação à imigração, seus negócios no exterior, a possível interferência da Rússia nas eleições de 2016 e a suposta obstrução à Justiça cometida por Trump.

"A obstrução à justiça é razão constitucional para que o Congresso investigue e destitua o presidente", afirmou à Agência Efe Tudor Popescu, do QUAL D-39, principal grupo responsável pela organização do protesto em Los Angeles.

A manifestação de Los Angeles foi a maior das convocadas hoje nos EUA, com cerca de 10 mil pessoas, segundo os ativistas. Os demais protestos, porém, teve pouca participação.

Em Nova York, por exemplo, algumas dezenas de pessoas se reuniram em frente ao Trump International Hotel para pedir a saída do presidente americano. Eles dividiam a atenção com um grupo de simpatizantes do republicano que também estava no local.

Um homem fantasiado como o presidente da Rússia, Vladimir Putin, levava um cartaz no qual podia se ler: "Não há ligação com a Rússia. Acreditem em mim".

Em Palm Beach, na Flórida, os manifestantes foram até o clube Mar-a-Lago, outra propriedade do presidente, para protestar. O local tem sido usado com frequência por Trump para passar os finais de semana, sendo batizado de "Casa Branca de inverno".

"Hoje protestamos em solidariedade com outras cidades dos EUA para afirmar que queremos que os congressistas deem prioridade para as pessoas e, baseado nas evidências, votem o impeachment do presidente", afirmou Sharyn Richardson, que organizou o protesto realizado em Austin, no estado do Texas.

Em Atlanta, na Geórgia, um grupo reduzido de manifestantes pediu a destituição do presidente. Em Chicago e Nova Orleans, os organizadores informaram que os protestos tiveram a presença de 100 e 300 pessoas, respectivamente.

Além dos protestos contra Trump, houve manifestações de apoio ao presidente. Mike Tokes, um dos promotores do ato em respaldo a Trump em Los Angeles, destacou a necessidade de "resistir às ações da esquerda liberal".

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