EUA tentam diminuir tensões com a Rússia antes de reunião entre Trump e Putin

Washington, 3 jul (EFE).- O subsecretário de Assuntos Políticos do Departamento de Estado dos Estados Unidos, Thomas Shannon, se reuniu nesta segunda-feira com o embaixador da Rússia em Washington, Sergei Kislyak, para desbloquear o diálogo bilateral e melhorar o ambiente antes do esperado encontro deste fim de semana entre os presidentes Donald Trump e Vladimir Putin.

Shannon se reuniu com Kislyak para dar "continuação aos diálogos recentes" entre os respectivos chefes das diplomacias dos dois países, Rex Tillerson e Sergei Lavrov, informou o Departamento de Estado dos EUA em comunicado.

Eles também conversaram sobre o encontro entre Trump e Putin, o primeiro entre os dois presidentes. A reunião bilateral ocorrerá em paralelo à cúpula do G20, que será realizada entre a próxima sexta-feira e o sábado em Hamburgo, na Alemanha.

O encontro tinha, além disso, o objetivo de desbloquear o diálogo de alto nível que tinha começado em maio entre o próprio Shannon e o vice-ministro de Relações Exteriores da Rússia, Sergei Riabkov.

Após uma primeira reunião em Nova York, Shannon viajaria a São Petersburgo para se encontrar com Riabkov, mas o governo da Rússia decidiu cancelar o diálogo em resposta às sanções aplicadas pelos EUA ao país pelo conflito na Ucrânia, anunciadas em meados de junho.

A Casa Branca afirmou que não há uma "agenda formal" para a reunião entre Trump e Putin, ainda que o presidente americano tenha dito que quer fomentar "áreas de cooperação" com o Kremlin em assuntos como a ameaça da Coreia do Norte, a guerra civil da Síria e a campanha contra o grupo jihadista Estado Islâmico (EI).

Os assessores de Trump não quiseram esclarecer se Trump falará com Putin sobre as investigações da interferência da Rússia nas eleições presidenciais dos EUA e sobre as possíveis conexões entre sua campanha e o Kremlin.

Quanto à Síria, Trump lançou ameaças de uma possível resposta militar a um novo ataque químico por parte do regime sírio, mas não há sinais, por enquanto, de que seu governo esteja de fato interessado em resolver a guerra civil.

A revista "Foreign Policy" informou hoje que Tillerson disse na semana passada ao secretário-geral da ONU, António Guterres, que o destino do presidente da Síria, Bashar al Assad, está nas mãos da Rússia, e que os EUA preferem focar na luta contra o EI.

Essa postura não é tão diferente da expressada publicamente por Tillerson em abril, quando disse que o futuro de Al Assad deveria ser decidido pelos sírios, em uma mudança de postura em relação à adotada pelo ex-presidente Barack Obama, que exigia que o líder sírio deveria deixar o poder para resolver a guerra.

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