Londres apresenta plano para acabar com paralisia na Irlanda do Norte

Dublin, 3 jul (EFE).- O ministro para a Irlanda do Norte do Reino Unido, James Brokenshire, apresenta nesta segunda-feira um plano para acabar com a paralisia política na região, ao encerrar o prazo dado aos partidos para que formem um Executivo de poder compartilhado.

Os partidos superaram na quinta-feira a data limite imposta por Londres - a quarta em seis meses - e, apesar da prorrogação obtida durante o fim de semana para continuar negociando, tudo indica que não haverá acordo antes da intervenção de Brokenshire em Westminster às 14h30 GMT (11h30 de Brasília).

Entre outras opções, o ministro pode dar mais tempo aos partidos; convocar novas eleições regionais, quatro meses após as de março, ou suspender indefinidamente a autonomia e governar a província diretamente de Londres.

O pró-Reino Unido Partido Democrático Unionista (DUP, sigla em inglês), majoritário entre a comunidade protestante, acusa o nacionalista Sinn Féin, o principal entre os católicos, de fazer muitas demandas para retornar ao Executivo.

O Sinn Féin, por sua vez, argumenta que os unionistas seguem sem ceder terreno diante das propostas relativas aos direitos das minorias da província britânica.

Concretamente, o partido nacionalista, antigo braço político do já inativo Exército Republicano Irlandês (IRA), cita a recusa do DUP a redigir uma lei específica que oficialize o uso da língua gaélica e a legalização do casamento entre homossexuais.

Ambos os partidos também discordam a respeito do legado do conflito e dos mecanismos para prestar assistência às vítimas e investigar os crimes cometidos tanto pelos paramilitares como pelas forças de segurança durante esse período.

O Executivo de Belfast caiu em janeiro quando o histórico dirigente do Sinn Féin Martin McGuinness, hoje falecido, renunciou a seu cargo de adjunto da ex-ministra principal e líder do DUP, Arlene Foster, por um caso de corrupção na política de energias renováveis descoberto na legislatura anterior.

O governo britânico se viu obrigado a convocar eleições em março, mas os partidos não foram capazes de aproximar suas posições desde então.

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