Obama adverte Coreia do Norte em Seul por não respeitar a ordem internacional

Seul, 3 jul (EFE).- O ex-presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, advertiu nesta segunda-feira em Seul, na Coreia do Sul, que se a Coreia do Norte continuar agindo à margem das normas da comunidade internacional como faz com seus testes de armas, "deverá encarar as consequências".

"A ordem internacional depende da aplicação de algumas regras e normas claras. Enquanto a Coreia do Norte continuar optando por permanecer fora dessa ordem, deverá encarar as consequências", disse Obama em seu discurso de abertura de uma conferência sobre liderança na capital sul-coreana organizada pelo jornal "Chosun Ilbo".

O ex-presidente americano enfatizou a importância de lembrar para o mundo que a "segurança e a prosperidade jamais serão consequência" do desenvolvimento armamentista e, nesse sentido, considerou que o projeto nuclear de Pyongyang "não torna mais segura a vida dos norte-coreanos".

Aproveitando sua breve visita, Obama manteve hoje uma reunião com o novo presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, na qual falaram sobre o desafio nuclear norte-coreano e reiteraram a necessidade de diálogo para resolver a atual crise.

Moon, que chegou ao cargo em 10 de maio, disse a Obama que o encontro que teve na semana passada com seu sucessor, Donald Trump, em Washington "fortaleceu a aliança entre Coreia do Sul e Estados Unidos", com resultados "melhores que o esperado" na hora de estabelecer fórmulas para gerenciar a situação regional.

Moon insistiu que o momento atual pode representar "a última oportunidade para que a Coreia do Norte retorne ao diálogo", de acordo com um comunicado sobre a reunião elaborado pela assessoria do presidente sul-coreano.

Obama, por sua vez, considerou que muitos sul-coreanos depositam esperança em seu novo chefe de Estado, que também conta com o apoio dos americanos e estará "à altura das expectativas" para encarar o desafio apresentado por Pyongyang.

Moon iniciou o seu mandato com uma aposta pela aproximação entre as duas Coreias após dez anos de péssimas relações entre Pyongyang e os governos conservadores em Seul, mas se viu obrigado a endurecer seu discurso diante dos vários testes de armas norte-coreanos dos últimos meses.

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