Pelo menos 29 estados se negam a entregar dados eleitorais pedidos por Trump

Washington, 3 jul (EFE).- Pelo menos 29 dos 50 estados dos Estados Unidos, governados tanto por democratas como por republicanos, rechaçaram até esta segunda-feira o pedido do governo de Donald Trump de entregar dados dos seus cidadãos à Comissão de Fraude Eleitoral, criada pela Casa Branca.

Em uma carta distribuída aos governadores de cada estado na última sexta-feira, o governo de Trump pediu que fossem fornecidos dos dados pessoais dos eleitores, incluindo nomes, endereços, datas de nascimento, os últimos quatro dígitos dos números de previdência social e os históricos eleitorais completos.

Muitos estados se negaram a isso na própria sexta. No entanto, a lista foi aumentando e já são pelo menos 29 estados os que estão contra o pedido, decisão que tomaram por preocupações relativas à privacidade dos cidadãos.

Um dos últimos a se negar a tal prerrogativa foi o estado de Maryland, que confirmou nesta segunda-feira que não entregará tais dados, enquanto a Geórgia indicou que só entregará os que já estão disponíveis publicamente (nome, endereço e gênero), mas se absterá de dar o que for considerado como informação particular pela lei estatal, como a matrícula ou os números de previdência social.

Perante a crescente rejeição dos estados, Trump mostrou no fim de semana seu descontentamento e perguntou em sua conta no Twitter o que esses estados "estão tentando esconder" para não querer fornecer dados à distinta "Comissão de Fraude Eleitoral".

Esse pedido da Casa Branca está ligado à intenção do presidente de provar que obteve maior votação em novembro do ano passado que sua rival democrata, Hillary Clinton.

Ainda que o magnata tenha vencido sob o sistema de Colégio Eleitoral, pelo número de delegados dependendo das suas vitórias por estado, os resultados das eleições indicaram que a ex-secretária de Estado obteve o apoio de mais cidadãos que Trump.

Perante esse resultado, o presidente estabeleceu tal comissão ao alegar, sem proporcionar provas, que até cinco milhões de pessoas votaram ilegalmente em novembro.

O painel, liderado pelo vice-presidente Mike Pence, tem o objetivo de analisar problemas de votação e recomendar formas de melhorar a confiança dos cidadãos nas eleições.

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