Catar rejeita "acusações falsas" de quarteto árabe que lhe impôs bloqueio

Doha, 7 jul (EFE).- O Ministério das Relações Exteriores do Catar condenou nesta sexta-feira as "acusações falsas" feitas pelos quatro países árabes que promovem um bloqueio ao emirado em comunicados emitidos ontem e anteontem, em meio ao aumento da crise diplomática.

A agência oficial de notícias do Catar, "QNA", que citou uma fonte do ministério do país, qualificou de "alegações sem fundamento" o conteúdo desses textos, que falam sobre uma suposta intromissão do Catar em assuntos internos desses países e que o emirado teria envolvimento no financiamento ao terrorismo.

A fonte anônima assegurou que a postura do Catar é "coerente e conhecida por sua rejeição ao terrorismo e sua condenação a todas as suas formas, independente de seus motivos e causas".

Segundo a fonte citada, o Catar está "comprometido com as leis internacionais na luta contra o terrorismo e contra seu financiamento em nível regional e internacional".

Além disso, a fonte comentou que o governo catari está disposto a cooperar e a levar em conta as reivindicações do quarteto árabe (formado por Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos e Bahrein), sempre e quando "não forem contraditórias à soberania nacional" do país e "sob a garantia de um mediador imparcial", que, por enquanto, é o Kuwait.

Assim, Doha responde ao comunicado emitido ontem à noite pelo quarteto árabe, no qual acusaram o Catar de "levar ao fracasso todas as tentativas para solucionar a crise".

O quarteto destacou que "a intransigência do governo do Catar e sua rejeição das demandas apresentadas pelos quatro países, refletem a medida em que (o emirado) está vinculado com organizações terroristas".

Na quarta-feira, os ministros das Relações Exteriores dos quatro países árabes se reuniram no Cairo, a capital egípcia, e prometeram que estudariam as próximas represálias, diante da resposta "negativa" do Catar às suas reivindicações.

O quarteto apresentou a Doha uma lista com 13 condições para normalizar as relações diplomáticas e suspender o bloqueio terrestre, naval e aéreo, entre as quais está a expulsão e a entrega de islamitas residentes em Doha e o fechamento da emissora de televisão "Al Jazeera".

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