Alemanha qualifica chinês Liu Xiaobo de "herói da democracia"

Berlim, 12 jul (EFE).- O ministro alemão de Justiça, Heiko Maas, qualificou de "herói da democracia" o dissidente chinês e nobel da Paz Liu Xiaobo, que morreu nesta quinta-feira em um hospital da China, país ao qual a Alemanha pediu insistentemente para tratá-lo em seu território.

"A sua resistência não violenta o transformou em um herói da luta pela democracia e os direitos humanos", aponta Maas, do Partido Social-Democrata (SPD), na sua conta da rede social Twitter.

A morte do intelectual ocorre após várias tentativas do Governo de Berlim de convencer as autoridades de Pequim para que permitissem que ele viajasse ao exterior para ser tratado por conta de um câncer de fígado terminal.

Ontem mesmo, o porta-voz do Executivo da chanceler Angela Merkel, Steffen Seibert, insistiu em seu pedido à China para que atendesse as considerações "humanitárias" do caso para deixar Liu viajar.

Seibert sublinhou que a Alemanha estava preparada para receber Liu e dar a assistência necessária.

Dois médicos estrangeiros, Markus Büchler, da Clínica Universitária de Heidelberg (Alemanha), e seu colega Joseph M. Herman, do Hospital M.Sr. Anderson de Houston (EUA), puderam visitar no final de semana passado o dissidente no hospital de Shenyang e confirmaram o diagnóstico de câncer de fígado em fase terminal.

Mas, diferentemente de seus colegas chineses, Büchler e Herman chegaram à conclusão de que Liu estava em condições de viajar.

Liu foi condenado em 2009 a 11 anos de prisão por ajudar a escrever um manifesto político que pedia reformas democráticas no país.

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