Denúncia contra Temer será julgada pelo plenário da Câmara em 2 de agosto

Brasília, 13 jul (EFE).- A denúncia por corrupção da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o presidente Michel Temer será julgada pelo plenário da Câmara dos Deputados no dia 2 de agosto.

"Após ouvir os líderes dos partidos, houve um acordo para que a votação seja no dia 2 de agosto", disse o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, depois de a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) ter aprovado um relatório que recomenda que o plenário rejeite a denúncia que pode tirar Temer do poder.

A data foi marcada porque a Câmara inicia na segunda-feira um recesso que só termina no início do próximo mês. Ainda hoje, se cogitava a suspensão do recesso, mas houve consenso para que ele fosse mantido, explicou Maia.

A acusação da PGR, pelos crimes de corrupção passiva, se fundamenta em delações dos diretores do Grupo JBS, que disseram que pagaram propinas a Temer por troca de "favores" desde 2010. O esquema prosseguiu mesmo depois que ele assumiu a presidência.

Concluído o trâmite na CCJ, o caso passará para o plenário da Câmara, no qual serão necessários 342 votos para autorizar o Supremo Tribunal Federal (STF) a instaurar uma investigação penal contra Temer, que seria suspenso das funções por 180 dias e sofreria impeachment se fosse considerado culpado.

Ainda que a base governista tenha mostrado força na CCJ, derrubando um parecer que defendia a admissibilidade da denúncia por 41 votos a 24, a data marcada para o julgamento em plenário traz o risco de a PRG apresentar novas acusações contra Temer, investigado também pelos crimes de obstrução à Justiça e associação ilícita.

No entanto, o governo federal está convencido que conta com 260 votos no plenário, superando com folga os 172 necessários para garantir que a denúncia seja arquivada.

Maia disse que a sessão de 2 de agosto poderá ser iniciada com um quórum mínimo de 51 deputados, mas esclareceu que a votação só será realizada quando estiverem presentes 342 parlamentares, número necessário para que a denúncia seja eventualmente aceita.

A situação foi abordada hoje pelo ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, que disse a jornalistas que o governo não tem pressa para a votação no pleno e que ela seria igual se ocorresse agora ou em agosto.

"Quem tem que ter o quórum é quem quer aceitar a denúncia", disse Padilha.

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos