EUA lamentam morte de Liu Xiaobo e pedem à China liberdade à sua viúva

Washington, 13 jul (EFE).- O secretário de Estado dos Estados Unidos, Rex Tillerson, lamentou nesta quinta-feira a "trágica morte" do intelectual e Nobel da Paz chinês Liu Xiaobo, e pediu ao governo da China liberdade à sua viúva, Liu Xia, da pena de prisão domiciliar para que possa "deixar a China".

Liu morreu hoje aos 61 anos sob custódia em um hospital do norte da China, após recentemente deixar a prisão para ser internado por um câncer de fígado terminal, sem o direito de recorrer a um tratamento médico fora do país, apesar das ofertas de EUA e Alemanha.

"Hoje me uno àqueles na China e no mundo todo que choram a trágica morte do prêmio Nobel da Paz em 2010, Liu Xiaobo, que faleceu enquanto cumpria uma longa sentença de prisão na China por promover reformas democráticas pacíficas", disse Tillerson em um comunicado.

O intelectual chinês, que estava há quase nove anos na prisão, "dedicou sua vida a melhorar seu país e a humanidade, e à busca da paz e da liberdade", afirmou o chefe da diplomacia americana.

"Minhas mais profundas condolências à esposa de Liu, Liu Xia, e a todos os seus entes queridos. Urjo ao governo chinês que liberte Liu Xia de sua prisão domiciliar e lhe permita deixar a China, de acordo com os seus desejos", acrescentou Tillerson.

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