França lamenta morte de Liu Xiaobo e pede liberdade para seus entes próximos

Paris, 13 jul (EFE).- O ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Yves Le Drian, expressou nesta quinta-feira sua "profunda tristeza" pela morte do intelectual chinês e Nobel da Paz de 2010, Liu Xiaobo, e pediu liberdade de circulação para seus entes próximos.

Em um comunicado, Le Drian prestou homenagem ao compromisso "pacífico em defesa das liberdades, dos direitos humanos e da democracia" de Liu.

"Expressei a todos os seus familiares e amigos as minhas condolências" e a França, que pediu em várias ocasiões a liberdade de Liu, deseja que Pequim "garanta a liberdade de circulação à sua esposa, Liu Xia, à sua família e seus próximos", indicou.

O ministro acrescentou que "a defesa dos direitos humanos é uma prioridade para a diplomacia francesa no mundo todo" e, por isso, esta questão "faz parte do nosso diálogo com a China".

Apesar de passar longos períodos preso em mais de 30 anos, Xiaobo "não parou de defender com coragem os direitos fundamentais e em particular a liberdade de expressão".

Sua resistência "será uma herança para as gerações futuras", considerou Le Drian.

Liu morreu nesta quinta-feira aos 61 anos em um hospital do norte da China, onde foi internado sob custódia devido a um câncer de fígado terminal, pelo qual as autoridades de Pequim permitiram que deixasse a prisão onde passou os últimos quase nove anos.

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