Governo chinês ignora Prêmio Nobel da Paz de Liu Xiaobo em menções à morte

Pequim, 13 jul (EFE).- As autoridades chinesas ingoraram até o final as menções ao prêmio Nobel da Paz do dissidente Liu Xiaobo, que morreu nesta quinta-feira em decorrência de um câncer, e inclusive o Ministério de Exteriores excluíu das transcrições de suas coletivas de imprensa as perguntas sobre o caso.

A agência oficial "Xinhua" emitiu hoje um comunicado sobre o falecimento, no qual omite a concessão do Nobel da Paz em 2010 e por outro lado o define como um "condenado em 2009 de subversão ao poder o Estado".

Em algumas ocasiões anteriores na qual Governos estrangeiros tinham pedido sua liberdade, a "Xinhua" o definiu como "um criminoso convicto".

Outros meios oficiais (como os jornal "Global Times", "Diário do Povo" e a "Rádio Internacional da China"), não mencionaram ainda sua morte e ignoraram a concessão do Nobel da Paz, prêmio que foi concedido após sua condenação a 11 anos de prisão por pedir a democratização do país.

O jornal "China Daily", que só escreve em inglês e tem uma edição para os EUA, menciona ao final de sua informação a concessão do Nobel, mas acrescenta que "a China considera que o prêmio oferece uma imagem negativa do Comitê Nobel, já que Liu tinha sido condenado por crimes contra o Estado".

Além disso, nos últimos dias o Ministério de Assuntos Exteriores omitiu das transcrições de suas coletivas de imprensa diárias as perguntas que os jornalistas estrangeiros realizavam sobre Liu, especialmente sobre se ganharia permissão para viajar para o exterior para receber tratamento.

Essas transcrições oficiais são publicadas todas as noites no site do ministério.

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