Juiz decreta prisão preventiva de ex-presidente do Peru e esposa

Lima, 13 jul (EFE).- Um juiz decretou nesta quinta-feira a prisão preventiva por 18 meses do ex-presidente do Peru, Ollanta Humala, e sua esposa, Nadine Heredia, investigado por terem recebido US$ 3 milhões da construtora Odebrecht para a campanha eleitoral de 2011.

O juiz Richard Concepción Carhuancho aceitou o pedido de prisão preventiva feito pelo Ministério Público contra Humala e Heredia, que são investigados pelos crimes de lavagem de dinheiro e de conspiração para cometer um crime.

A defesa do casal recorreu da medida tomada após uma longa audiência que durou cinco horas e anunciou que Humala e Herédia estarão à disposição das autoridades judiciais.

Concepción cursou um ofício para a situação e captura do ex-casal presidencial e sua ida para uma prisão local, mas depois de alguns minutos, poderia ver o carro da família Humala indo ao tribunal para comparecer diante do juiz.

Em sua sentença, o magistrado explicou que convergiram diversos critérios como a gravidade da pena, quantidade dos danos causados, filiação a uma organização criminosa no caso do ex-governante e sua esposa, que justificaram a decisão.

Assim, a decisão da sua prisão foi considerada "idônea e necessária", bem como "proporcional" aos crimes praticados.

O juiz Richard Concepción disse que a medida vai garantir sua presença para os fins do processo e evitar que dificultem a ação de provas.

Durante a audiência, o magistrado afirmou que "existem evidências substanciais" contra Humala e Heredia sobre o crime de lavagem de dinheiro.

Concepción considerou que "já não se pode falar de uma simples probabilidade, senão que agora se pode falar de um alto grau de provas da colocação de dinheiro de fonte ilícita nas campanhas eleitorais de 2006 e 2011".

Ele acrescentou que os elementos de provas apresentados pelo promotor Germán Juárez permitem presumir que "Heredia e Humala tinham recebido dinheiro da Venezuela e do Brasil, e que com um alto grau de probabilidade, colocaram a quantia nas campanhas eleitorais de 2006 e 2011 simulando contribuições fantasmas".

Além disso, esse dinheiro ilícito se teria usado para lucro pessoal, com algumas contas que inclusive estão em nome das suas filhas menores de idade.

O magistrado também considerou como altamente provável que o casal recebeu dinheiro da Embaixada da Venezuela no Peru.

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