Nobel chinês Liu Xiaobo agoniza, enquanto Governo guarda silêncio

Pequim, 13 jul (EFE).- O nobel da Paz chinês, Liu Xiaobo, agoniza em um hospital do norte do país, asseguraram fontes próximas à família, enquanto as autoridades guardam silêncio e censuram a informação relativa ao dissidente, que sofre de um câncer hepático em estado terminal.

O hospital da cidade de Shenyang onde Liu está internado não publicou hoje informação para atualizar o estado do paciente, como fez uma ou duas vezes por dia durante esta semana, se bem que diversos amigos da família receberam notícias de que o dissidente continua em estado crítico, segundo confirmaram à Agência Efe.

Zhao Hui, escritor e amigo de Liu Xiaobo, explicou à Efe que desde ontem não conseguiu contatar com o familiar que lhe informa do estado de Liu, mas outras pessoas próximas receberam notícias de que o dissidente continuava esta manhã entre a vida e a morte.

Outra fonte, que não quis revelar seu nome, detalhou às 13h (horário local, 2h em Brasília) que a situação de Liu continuava sendo crítica.

O acesso a qualquer informação sobre o famoso dissidente é limitado, pois tanto Liu como o reduzido grupo de familiares que o acompanha no hospital estão estritamente controlados pelas autoridades e a polícia vigia os acessos ao hospital onde permanecem.

O silêncio oficial por parte do hospital gerou o temor de seus familiares e amigos.

"Estou muito preocupado, ontem o hospital publicou dois comunicados e hoje nenhum. Ainda que saibamos que desde ontem Liu continua agonizando, esperamos a informação do hospital para ver se há alguma mudança", comentou em declarações à Efe o ativista e amigo do dissidente Hu Jia.

Hu acredita que os especialistas que tratam o nobel devem estar muito nervosos e submetidos a muita pressão, já que "todo mundo está prestando atenção ao caso".

Após as últimas notícias sobre Liu, que apontaram para falha respiratória e múltiplas, o ativista teme o pior.

"Tenho medo de que o próximo comunicado (do hospital) seja para informar da sua morte", disse.

O Governo chinês, enquanto isso, continua se negando a responder sobre o caso e censura na internet a informação sobre a hospitalização do nobel, segundo comprovou a Efe.

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