ONU pede solução para presos das Farc e alerta que demora solapa a paz

Bogotá, 13 jul (EFE).- A Missão da ONU na Colômbia pediu nesta quinta-feira ao governo do país que solucione a situação dos integrantes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), que se beneficiaram da anistia acertada no acordo entre as partes, e que ainda seguem na prisão, alertando que a demora "solapa" a aplicação da paz.

"A manutenção dos membros das Farc nas prisões por mais de seis meses após a aprovação pelo Congresso da Lei de Anistia e duas semanas após a finalização da entrega individual de armas solapa o processo de reincorporação e a consolidação da paz", indicou a Missão da ONU na Colômbia em comunicado.

"Fazemos um chamado urgente à solução da situação dos integrantes das Farc que ainda se encontram privados da liberdade", completou a nota, lembrando que a Lei da Anistia foi aprovada em dezembro.

"Diante do impasse da libertação dos presos das Farc, e importante que os atores institucionais envolvidos no processo de anistia atuem com responsabilidade e celeridade para pôr fim a uma situação que debilita a construção da paz", afirmou a Missão da ONU.

A situação se soma à insegurança de alguns membros das Farc nas regiões onde está ocorrendo a reincorporação à vida civil. A Missão da ONU alerta que o problema é ilustrado pelos "casos de ameaças e homicídios contra eles e seus familiares".

Sete meses depois da assinatura do acordo de paz entre o governo e as Farc, cerca de 2 mil guerrilheiros seguem presos. Eles esperam a libertação para iniciar também a reincorporação à vida em sociedade, ao lado de cerca de 7 mil de seus companheiros que estão concentrados nas 26 regiões transitórias de normalização.

O perdão jurídico está previsto na Lei de Anistia que faz parte do acordo de paz. A estimativa é que cerca de 4.500 guerrilheiros das Farc serão beneficiados pela medida.

A Lei de Anistia foi aprovada no dia 28 de dezembro do ano passado e prevê o perdão jurídico para todos os membros das Farc, exceto os que tenham cometido crimes graves previstos no Estatuto de Roma, como crimes contra humanidade, abusos sexuais e recrutamento de menores, entre outros.

Alguns dos guerrilheiros presos anunciaram no fim de junho uma greve de fome para pressionar pela aceleração do processo de libertação.

Na última terça-feira, o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, disse que o governo já beneficiou 7.696 ex-guerrilheiros das Farc com anistias e indultos como parte do acordo de paz.

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