ONU prevê que serão necessários US$ 1,4 bilhão para estabilizar o Iraque

Washington, 13 jul (EFE).- A ONU afirmou nesta quinta-feira que serão necessários US$ 1,4 bilhão para suprir as necessidades humanitárias e de estabilização do Iraque no curto e médio prazo, o que fez com que os Estados Unidos se antecipassem e contribuíssem US$ 119 milhões, pedindo aos aliados que também façam doações.

A coordenadora-geral para o Iraque do Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), Lise Grande, revelou o valor à Agência Efe após comunicá-lo aos representantes dos 72 países e organizações que fazem parte da coalizão liderada pelos EUA contra o Islâmico (EI).

"Há duas necessidades urgentes de financiamento para o Iraque. Primeiro, precisamos de US$ 560 milhões para enfrentar a crise humanitária em todo o país", disse Grande à Efe.

"Esperamos ainda que precisemos de outros US$ 850 milhões para iniciativas de estabilização para apoiar o retorno de 3,5 milhões de iraquianos aos seus lares em Mossul, Salah al Din, Anbar, Diyala e a planície de Ninawa", explicou, que também é representante do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) no Iraque.

Grande comunicou os valores durante uma reunião com representantes da coalizão liderada pelos EUA contra o EI, que se reuniram entre terça-feira e hoje em Washington.

O encarregado especial dos EUA para a coalizão, Brett McGurk, disse hoje que o pedido feito pela representante da ONU era de US$ 1,3 bilhão para cobrir as despesas humanitárias e de estabilização nas áreas anteriormente ocupadas pelos jihadistas no Iraque.

O valor é inferior ao confirmado à Efe pela própria representante da OCHA, um escritório que alertou sobre a gravidade da crise humanitária no Iraque e especialmente em Mossul.

Por isso, o governo dos EUA pediu hoje que seus aliados em todo o mundo respondam a essa solicitação da ONU. McGurk anunciou, além disso, que o país investirá US$ 119 milhões em ajuda humanitária para o Iraque.

"Esperamos ver contribuições similares dos parceiros que estão nesta coalizão nas próximas semanas. De parte do presidente (Donald) Trump e do secretário de Estado (Rex) Tillerson, os EUA pedem que cada membro da coalizão identifique novas áreas nas quais cooperar", disse McGurk no último dia de reuniões em Washington.

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