Argentina descarta que crise brasileira possa afetar o Mercosul

Brasília, 14 jul (EFE).- O ministro das Relações Exteriores e Culto da Argentina, Jorge Faurie, descartou nesta quinta-feira que a grave crise política enfrentada pelo Brasil, que na próxima semana assume a presidência rotativa do Mercosul, possa afetar o funcionamento do bloco.

Faurie se reuniu hoje, em Brasília, com o ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes, e teve um breve encontro com o presidente Michel Temer. Aos jornalistas, o chanceler disse que a Argentina segue "com muito interesse" tudo o que ocorre no Brasil, o principal parceiro comercial do país.

O chanceler se negou a opinar sobre a crise provocada pela denúncia contra Temer, mas indicou que tanto o governo do presidente da Argentina, Mauricio Macri, como o próprio Mercosul confiam na solidez institucional do Brasil.

"Confiamos plenamente em todos os mecanismos institucionais do Brasil", disse Faurie.

A transferência da presidência semestral do Mercosul está marcada para ocorrer na próxima sexta-feira em Mendoza, durante a cúpula que reunirá os presidentes dos quatro países fundadores. A Argentina então entregará ao Brasil o cargo de coordenação do bloco.

O chanceler argentino destacou que, apesar da crise enfrentada pelo governo Temer, as equipes de diplomatas e técnicos do Brasil participam de forma ativa e em todos os níveis do Mercosul. Por isso, a turbulência interna do país não se reflete no bloco.

Faurie também reiterou sua confiança de que, durante a presidência semestral do Brasil, sejam concluídas as negociações para que o bloco assine um acordo comercial com a União Europeia.

"Acredito que estamos maduros para chegar a esse acordo", avaliou o chanceler argentino, que se disse convencido que será possível assinar em dezembro um acordo que contemple um "marco geral", que depois seguiria sendo "polido" pelas equipes de negociação.

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