Brasil dará continuidade ao fortalecimento econômico e comercial do Mercosul

Brasília, 14 jul (EFE).- O governo brasileiro, que assumirá na próxima semana a presidência do Mercosul, espera dar sequência ao fortalecimento econômico e comercial que o bloco teve durante o primeiro semestre sob o comando da Argentina.

Em uma entrevista coletiva para falar sobre a Cúpula do Mercosul que será realizada na semana que vem em Mendonza, na Argentina, o subsecretário-geral da América Latina e Caribe do Ministério das Relações Exteriores, Paulo Estivallet de Mesquita, ressaltou a recuperação do comércio dentro do bloco no primeiro semestre.

"Essa cúpula será, na nossa avaliação, a melhor em muito tempo porque o Mercosul reencontrou seu caminho ao longo dos últimos meses, após um período de restrições ao comércio entre os países-membros e pelas dificuldades operacionais em função da situação da Venezuela", explicou.

"Tudo isso foi recuperado durante o primeiro semestre com a presidência da argentina, com um fortalecimento econômico e comercial do Mercosul", completou Estivallet.

O Mercosul é formado por Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e Venezuela, que foi suspensa do bloco em dezembro de 2016 por não ter cumprido algumas das regras estipuladas no momento de sua adesão.

"Venezuela à parte, o Mercosul está funcionando muito bem no plano econômico e comercial, como há anos não ocorria. Por isso, será uma cúpula muito boa", projetou o diplomata brasileiro.

No aspecto comercial, Estivallet afirmou que foram identificadas 78 barreiras comerciais entre os países-membros no primeiro semestre e que, graças ao trabalho dos governos, mais da metade já foi eliminada até agora.

A intenção do governo brasileiro assim que assumir a presidência do bloco é continuar trabalhando em uma "dinâmica muito positiva" e "dar continuidade ao bom trabalho da Argentina". O objetivo será buscar enfrentar os problemas típicos, que dificultam o comércio entre os países-membros do Mercosul.

"Queremos manter a dinâmica do ciclo econômico favorável do comércio e, com isso, fechar um grande ano no nível comercial do Mercosul", ressaltou o subsecretário.

Outro dos objetivos do Brasil neste segundo semestre será concluir as negociações de acordos comerciais com o Chile, o México e talvez a Colômbia. E também a negociação com a União Europeia, que se arrasta há mais de duas décadas, intensificando a "agenda exterior do bloco", indicou o diplomata.

Sobre a situação da Venezuela, Estivallet afirmou que a "ruptura da ordem democrática" que motivou a suspensão do país do Mercosul "claramente não mudou". No entanto, o diplomata deixou claro que uma das etapas previstas durante a presidência brasileira do bloco são as consultas com o governo de Nicolás Maduro.

"O Brasil levará adiante essas consultas", afirmou.

Estivallet disse que a questão venezuelana continua sendo prioritária entre os países-membros do bloco e lamentou que não haja perspectiva de curto prazo para que a Venezuela volte a ser admitida como membro de pleno direito do Mercosul.

"A nossa expectativa é que a Venezuela volte a ser um país democrático, que a economia volte a funcionar. O objetivo é de ajudar o país a reconsiderar sua situação e a voltar a aderir aos compromissos adquiridos", afirmou.

A transferência da presidência semestral do Mercosul vai ocorrer no próximo dia 21 em Mendoza, na Argentina, durante a cúpula que reunirá os presidentes dos quatro países fundadores do Mercosul e outros líderes dos países associados do bloco.

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