Brasil e Argentina querem destravar comércio no Mercosul e fechar logo com UE

Brasília, 14 jul (EFE).- Os ministro das Relações Exteriores do Brasil, Aloysio Nunes, e da Argentina, Jorge Faurie, concluíram nesta sexta-feira que é "necessário" que o Mercosul elimine os impedimentos ao comércio entre os integrantes do bloco e concretize o acordo com a União Europeia (UE).

"Temos que mostrar à União Europeia o grande compromisso político que existe no Mercosul para concretizar esse acordo", que é negociado há mais de dez anos, declarou Faurie, que nesta sexta-feira realizou sua primeira visita a Brasília desde que assumiu o cargo.

O ministro argentino enfatizou que esse acordo comercial é ainda mais importante "em momentos em que o mundo se fecha" e renascem as barreiras tarifárias, o que foi apoiado por Nunes, que também pediu ao próprio Mercosul para que se torne uma "verdadeira zona de livre comércio".

Segundo Aloysio Nunes, a concretização do acordo com a União Europeia será um dos principais objetivos do Brasil durante o segundo semestre deste ano, no qual o país ostentará a presidência rotativa do bloco que integra junto a Argentina, Uruguai e Paraguai, e do qual a Venezuela foi suspensa e "cessada dos seus direitos".

"Temos a mais firme determinação para chegar a um bom entendimento com a União Europeia", declarou Nunes.

A transferência da presidência semestral do Mercosul ocorrerá no dia 21 na cidade argentina de Mendoza, durante a cúpula que reunirá os governantes dos quatro países fundadores.

Faurie, cujo país entregará essa responsabilidade ao Brasil, disse que nos últimos seis meses, durante a presidência argentina, o Mercosul fez "um grande esforço" para avançar na negociação com a UE e ofereceu a Nunes a "mais estreita colaboração" para "trabalhar lado a lado" nesse sentido.

Ambos os ministros também ressaltaram o caráter "estratégico" do bloco para os países que o integram. De acordo com Faurie, o Mercosul é um mecanismo para a "inserção inteligente da Argentina no mundo".

No âmbito bilateral, Nunes e Faurie explicaram que analisaram diversas medidas adotadas em fevereiro, que apontam sobretudo para uma integração das cadeias produtivas, e também os planos de segurança na fronteira entre ambos os países.

Antes da reunião de trabalho com Nunes, o ministro argentino teve um breve encontro com o presidente brasileiro, Michel Temer, na base de aérea de Brasília, que fontes oficiais descreveram simplesmente como "cordial" e no qual foram tratados assuntos da relação bilateral e do próprio Mercosul.

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