Defesa pede "tratamento igualitário" para Humala, similar ao dado a Fujimori

Lima, 14 jul (EFE).- O advogado Wilfredo Pedraza, ex-ministro do Interior e defensor de Nadine Herédia, a esposa do ex-presidente peruano Ollanta Humala, pediu nesta sexta-feira um "tratamento igualitário" para o ex-governante, similar ao que é dado ao também ex-mandatário preso Alberto Fujimori.

"Como advogado, hoje me preocupa que o governo garanta a segurança do ex-presidente Humala e da senhora Herédia. Invoco a ministra de Justiça e o presidente do Instituto Nacional Penitenciário (Inpe). Espero que pelo menos haja um tratamento equilibrado com outro ex-presidente", declarou Pedraza aos jornalistas.

O advogado disse que espera conhecer a decisão que será tomada pelo Inpe sobre as prisões nas quais ficarão reclusos Humala e Herédia, após um juiz ter ordenado na quinta-feira a prisão preventiva durante 18 meses em um processo por supostos casos de corrupção.

Pedraza considerou, de acordo com a imprensa local, que Humala "pode ser acomodado" na penitenciária da Direção de Operações Especiais (Diroes) da Polícia Nacional em Lima, onde Fujimori está recluso desde 2009, quando foi condenado a 25 anos de prisão por crimes contra a humanidade.

"Não sei claramente para onde vão, o processo de classificação ainda não terminou", revelou antes de dizer que na penitenciária policial há "um grande espaço" e que Humala "pode ser acomodado em qualquer espaço nesse lugar".

Pedraza reiterou que espera "que esteja sendo feita uma avaliação adequada e que toda ação tenha a ver com a segurança do presidente Ollanta Humala".

"Eles estão tranquilos, certamente afligidos porque deixaram o filho (Samín, de 6 anos) que agora está com um parente. Esse processo de aflição se supera com a decisão adequada que tomaram ontem à noite de se apresentar perante o juiz", comentou.

Humala e Herédia ingressaram na quinta-feira na prisão do Palácio de Justiça em cumprimento da ordem de prisão preventiva por 18 meses ditada pelo juiz Richard Concepción Carhuancho, acusados pelos crimes de lavagem de dinheiro e associação ilícita para delinquir. EFE

dub/vnm

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