Equador continuará obras de muro fronteiriço com o Peru durante 8 dias

Quito, 14 jul (EFE).- O Equador continuará por oito dias a construção de um muro fronteiriço com o Peru, apesar de ter anunciado nesta quinta-feira a interrupção das obras, que fizeram com que o embaixador peruano nesse país fosse chamado para consultas, informou nesta sexta-feira a emissora "Ecuavisa".

Segundo o canal, os construtores continuavam os trabalhos no chamado Parque Lineal na zona fronteiriça Huaquillas-Aguas Verdes.

Um supervisor da obra confirmou que os trabalhos continuariam durante uma semana até que o terreno esteja adequado, sem especificar se falava do muro em si, cuja construção o Peru exige que seja interrompida, ou de obras complementares em seu entorno.

"Com os paralelepípedos e outros acabamentos, que serão feitos em oito dias, a obra alcançaria um avanço do 70%", disse o correspondente da "Ecuavisa", que advertiu que o anúncio de paralisação das obras do parque tinha dividido opiniões entre os habitantes de Huaquillas, que anunciaram manifestações.

Em um gesto de boa vontade, o governo do Equador declarou ontem sua intenção de interromper as obras para a construção de um muro nesse setor da fronteira com o Peru, que dias antes chamou para consultas seu embaixador neste país, Hugo Otero.

Em declarações à Agência Efe em Lima, a chanceler equatoriana, María Fernanda Espinosa, confirmou ontem a paralisação "porque um parque linear ou um muro não podem ignorar 20 anos de paz permanente e duradoura em benefício da população fronteiriça".

María defendeu que a extensão do muro é de "apenas 900 metros, frente a uma fronteira que tem 1.500 quilômetros" e que o mesmo vinha funcionando como "uma fronteira viva e dinâmica", mas reiterou que seu país parou sua construção "a pedido do Peru" e para abrir uma via de diálogo até resolver o imbróglio.

No início de junho, o governo peruano manifestou preocupação pelo muro, erguido na margem equatoriana do Canal Internacional de Zarumilla, e pediu explicações a Quito.

O país alega que o muro descumpre o Acordo de Bases que é parte dos Acordos de Brasília de 1998, mediante o qual o Equador se comprometeu a deixar livre uma faixa de dez metros ao lado direito do canal fronteiriço para que ambos os países pudessem realizar o sua manutenção e limpeza.

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