Equador diz que parou construção em fronteira peruana e nega que seja um muro

Quito, 14 jul (EFE).- A Chancelaria do Equador informou nesta sexta-feira que a construção de "caráter estrutural" em uma zona de fronteira com o Peru e que gerou a rejeição do país vizinho foi paralisada e negou que se trate de um "muro fronteiriço".

"Não se trata de um muro fronteiriço, é uma construção de caráter estrutural para sustentar as obras do Parque Lineal que são feitas na fronteira", explicou a Chancelaria em comunicado divulgado após a imprensa veicular que os trabalhos continuavam.

A nota lembra o anúncio de quinta-feira feito pela ministra de Relações Exteriores, María Fernanda Espinosa, para informar a interrupção dos trabalhos como gesto de boa vontade perante as demandas do Peru, que se opôs pelo possível impacto da obra para os habitantes da localidade fronteiriça de Águas Verdes.

Lima também considera que o muro descumpre o Acordo de Bases, mediante o qual o Equador se comprometeu a deixar livre uma faixa de dez metros ao lado direito do canal fronteiriço para que ambos os países possam realizar sua manutenção e limpeza.

O canal de televisão "Ecuavisa" informou nesta sexta-feira que os trabalhos continuarão no Parque Lineal durante mais oito dias. O governo equatoriano realçou que "qualquer menção à suspensão de tarefas na fronteira sul faz referência unicamente ao talude de contenção", erguido na margem direita do Canal Internacional de Zarumilla.

"Depois da reunião entre chanceleres ontem (quinta-feira) em Lima, foi ratificada a decisão de suspender as tarefas de construção do talude de contenção, mas não do parque", ressalta a nota sobre o encontro entre Espinosa e o colega peruano, Ricardo Luna.

A Chancelaria equatoriana não soube precisar a data exata em que pararam os trabalhos do talude, mas revelou que "foi uma decisão entre chanceleres antes da reunião de Cancún", em alusão à última Assembleia Geral da OEA em junho.

"A decisão veio como exemplo de boas relações entre os dois países e se delegou o diálogo aos vice-chanceleres de ambas as nações. A reunião será realizada em Lima no dia 24 de julho", conclui a nota de imprensa.

Na segunda-feira passada, o Peru chamou para consultas seu embaixador em Quito, Hugo Otero, para protestar pela construção do muro, e o devolveu na quinta-feira, após a reunião de chanceleres em Lima.

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