Erdogan critica interesse do Ocidente por direitos dos "golpistas"

Istambul, 14 jul (EFE).- O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, criticou nesta sexta-feira o interesse dos países ocidentais pelos direitos humanos dos participantes na fracassada tentativa de golpe militar de 15 de julho de 2016.

"Naquela noite morreram 250 cidadãos da nossa frente e somente 35 golpistas. Mas Ocidente só pergunta por um esquadrão. Perguntam quantos estão na prisão. Perguntam quanta gente mataram eles!", disse Erdogan.

"Se a Turquia não fosse um Estado de direito, esses traidores agora não estariam na prisão, mas enterrados em qualquer buraco", manifestou Erdogan em um discurso pronunciado em Ancara e transmitido ao vivo pela emissora "NTV".

O presidente também teve duras palavras para os que criticam a perseguição do Governo aos supostos simpatizantes do golpe no conjunto de funcionários, que começaram na mesma manhã em que fracassou o golpe.

"Que trabalhem para o setor privado. Vou alimentar o Estado com traidores?", se perguntou.

Erdogan reiterou que o estado de exceção, imposto em 20 de julho do ano passado, continuará.

"Nos perguntam quando vai ser levantado o estado de exceção. Será levantado quando acabarem todas estas calamidades", disse.

O primeiro-ministro, Binali Yildirim, confirmou hoje que nos próximos dias o partido governante proporá no Parlamento o prolongamento do Estado de exceção, tal e como fez a cada três meses desde o golpe.

Erdogan sublinhou o heroísmo do povo turco ao fazer frente aos golpistas e assegurou que "o povo turco merece o prêmio Nobel da Paz".

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