Evo Morales defende resposta da polícia em assalto após críticas opositoras

La Paz, 14 jul (EFE).- O presidente da Bolívia, Evo Morales, defendeu nesta sexta-feira a atuação da polícia na quinta-feira no assalto a uma joalheria que terminou com a morte de cinco pessoas, entre elas uma refém, perante as críticas surgidas contra essa instituição.

"Políticos de direita que questionam a polícia por frustrar um assalto e semeiam pânico nas redes sociais, na realidade defendem a delinquência", disse Morales na sua conta no Twitter @evoespueblo.

Em outra mensagem na mesma rede social, o governante disse que o assalto e as mortes afetam todos e convocou a população a se unir à polícia para "derrotar os delinquentes".

O governante respondeu assim aos questionamentos que surgiram sobre a forma na qual a polícia enfrentou os delinquentes, que tomaram vários reféns da joalheria e relojoaria EuroChronos e que tentaram roubar na quinta-feira na cidade de Santa Cruz de La Sierra (leste).

No tiroteio morreu uma gerente da EuroChronos, Lorena Tórrez, que foi usada como escudo humano por um dos assaltantes, e três outros funcionários da joalheria ficaram feridos, dois deles em estado grave.

A polícia matou três assaltantes e os delinquentes feriram quatro agentes.

O governador da região de Santa Cruz, o opositor Rubén Costas, disse hoje na sua conta do Twitter que é "importante esclarecer as circunstâncias nas quais Lorena faleceu. As autoridades competentes devem investigar este fato".

Em sua conta @RubenCostasA, o governador também exigiu mais esforços por parte do Estado, "mais policiais e mais bem preparados" para sua região, que é a mais populosa da Bolívia com três milhões de habitantes, e cuja segurança está a cargo de apenas 5 mil policiais.

O dirigente opositor Samuel Doria Media expressou, também nas redes sociais, sua solidariedade com as famílias da mulher e do policial morto e exigiu "uma investigação séria e objetiva".

O senador opositor Oscar Ortiz disse que a polícia "não tem condições" para enfrentar estes casos e atribuíu à delinquência "à droga e ao narcotráfico".

O deputado opositor Tomás Monasterios pôs em duvida que a polícia tenha cumprido com os protocolos de segurança para enfrentar um caso como este, no qual havia reféns.

As autoridades sustentam que a mulher morreu por um disparo que a atingiu pelas costas, feito pelo assaltante que a usava como escudo humano.

A imagem da mulher sendo morta viralizou ao ter sido gravada pelos moradores locais onde aconteceu o assalto.

Também foi questionada nas redes sociais a forma como um assaltante morre que, segundo é possível ver nos vídeos virais, levanta as mãos para se render e se abaixa, mas acaba morto por disparos dos agentes, que alegam ter visto o sujeito armado.

O ministro de Governo, Carlos Romero, rejeitou perante os meios as versões que, a seu julgamento, são mentiras nas redes sociais sobre a atuação da polícia.

Romero disse que a polícia cumpriu com os protocolos para estes casos, que os agentes fizeram seu trabalho inclusive arriscando sua própria vida e atuaram "com a rigorosidade com a qual se deve responder a estas organizações criminosas".

Dois dos assaltantes mortos eram brasileiros e todo o grupo estava vinculado ao Primeiro Comando da Capital (PCC), um dos mais poderosos do Brasil, destacou o Governo.

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