Jovem confessa assassinato de quatro pessoas desaparecidas nos EUA

Em Washington

  • Matt Rourke/AP Photo

    Cosmo DiNardo, que confessou ter assassinado quatro pessoas desaparecidas

    Cosmo DiNardo, que confessou ter assassinado quatro pessoas desaparecidas

Um jovem americano confessou, nesta quinta-feira (13), o assassinato de quatro pessoas desaparecidas depois que as autoridades encontraram restos mortais enterrados na fazenda de sua família, na Pensilvânia (Estados Unidos) --crimes que chocaram o país.

Cosmo DiNardo, 20, conhecia suas vítimas e estava preso desde a última segunda-feira (10) por tentar vender o veículo de um dos desaparecidos.

Os quatro assassinados desapareceram entre quarta e sexta-feira da semana passada em uma zona rural no norte da Filadélfia. O primeiro foi Jimi Patrick, 19, seguido de Tom Meo (21), Mark Sturgis (22) e Dean Finocchiaro (19).

O promotor do condado de Bucks, Matthew Sr. Weintraub, descobriu na quinta alguns dos detalhes do que classificou como uma das maiores investigações criminais da história do seu distrito.

A principal pista para as autoridades chegou no último sábado, quando o GPS do telefone de Finocchiaro os conduziu até a fazenda da família de DiNardo, em Solebury (Pensilvânia).

No dia seguinte, os investigadores acharam o veículo de Meo na garagem de uma propriedade vizinha, que também pertence aos DiNardo, e o de Sturgis apareceu em uma área de estacionamento a apenas dois quilômetros do primeiro.

Nesse mesmo dia, conseguiram falar com um homem, a quem supostamente DiNardo tinha oferecido o veículo de Meo, um Nissan Maxima, do ano de 1996, por US$ 500.

Cosmo DiNardo foi detido na última segunda-feira por um antigo crime de posse ilegal de uma arma, mas seu pai pagou a fiança no dia seguinte. O rapaz, no entanto, acabou sendo detido novamente dois dias depois, desta vez por roubar o veículo de Meo. O juiz, então, impôs fiança de US$ 5 milhões.

Enquanto DiNardo entrava e saía da prisão, as autoridades locais acompanhadas por uma equipe do FBI ocuparam a fazenda da família, removendo terras e derrubando concretos com retroescavadeiras.

Mas foram os cães que descobriram a fossa onde, a quatro metros de profundidade, estava o corpo de Finocchiaro, o único identificado até o momento entre as vítimas.

As autoridades encontraram mais restos, embora não tenham revelado se pertencem aos outros três jovens desaparecidos.

Ontem, diante das evidências contra ele, DiNardo chegou a um acordo com o promotor Weintraub, confessando os crimes e colaborando com a investigação, em troca de que não seja pedida a pena de morte durante o julgamento, mas, sim, prisão perpétua.

Os motivos que levaram DiNardo a cometer os assassinatos ainda são desconhecidos.

DiNardo e Patrick tinham frequentado a mesma escola por um ano, mas em classes separadas. Ele e Finocchiaro eram os dois membros de uma página do Facebook de compra e venda de veículos.

Com Meo e Sturgis, que eram seus melhores amigos, DiNardo havia compartilhado bastante tempo ultimamente, segundo explicou ao jornal "Philadelphia Inquirer" um amigo de Meo, afirmando que o assassino confesso vendia maconha e armas e falava em "matar pessoas".

Além disso, DiNardo é bem conhecido pelas autoridades locais. O diretor da polícia de Bensalem (localidade na qual reside), Frederick Harran, explicou ao jornal "The New York Times" que seu departamento teve uns 30 "contatos" com o jovem nos últimos seis anos.

O jovem sofre de problemas psicológicos, e segundo explicou Harran no ano passado, esteve internado a pedido de um parente e contra sua vontade em um hospital psiquiátrico.

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