Organização denuncia morte de 60 presos neste ano no Haiti

Porto Príncipe, 14 jul (EFE).- Pelo menos 60 presos morreram neste ano em três prisões do Haiti por causa de diferentes doenças, como o cólera e a tuberculose, e pelas más condições destes recintos, denunciou nesta sexta-feira a Rede Nacional para a Defesa dos Direitos Humanos (Rnddh).

De total de mortos, 51 faleceram na principal prisão do país, de acordo com o relatório da Rnddh, que qualificou de "muito preocupante" a situação e pediu que as autoridades ajam "rapidamente" para evitar mais vítimas entre os detidos.

"Na maioria dos casos não há muita informação por parte das autoridades sobre os fatos. É inaceitável", apontou.

O Governo, acrescentou esta entidade, "tem que respeitar os direitos dos detidos e dar assistência e comida adequada para os presos".

"É muito grave que não haja um plano para melhorar a situação (...) dos detidos que sofrem pelos maus tratos", acrescentou.

Nas prisões locais, explicou o relatório da Rnddh, "há um grande problema de cólera, má nutrição e outros", por isso que pediu às autoridades que "evitem a continuação dessa situação e expliquem ao país o que está ocorrendo nas prisões".

Mais de 70% dos presos haitianos são preventivos, segundo dados da Organização das Nações Unidas.

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