Policiais são atacados e matam 3 árabes israelenses em Jerusalém

(Acrescenta identidade dos atacantes e novas informações).

Jerusalém, 14 jul (EFE).- Três árabes israelenses foram mortos, nesta sexta-feira, baleados pela polícia de Israel em um "incomum" ataque com armas de fogo contra as forças de segurança dentro da Cidade Velha de Jerusalém, deixando outras duas pessoas feridas com gravidade, informou um porta-voz policial.

"Perto da Porta dos Leões, abriram fogo contra as unidades policiais que revidaram. Os três terroristas estavam armados, foram baleados e acabaram morrendo", explicou o porta-voz israelense, Micky Rosenfeld.

Após os disparos contra os policiais, um dos atacantes tentou escapar e entrou no pátio da Esplanada das Mesquitas onde foi baleado por agentes.

A polícia classificou o incidente de "incomum e extremo", declarou que eles tinham ultrapassado as "linhas vermelhas" e decretou o fechamento do recinto sagrado durante todo o dia, algo que não ocorria uma sexta-feira de reza muçulmana desde 1990, segundo o site do jornal "Haaretz".

A última vez que Israel cancelou a entrada ao culto muçulmano foi em 2014, em resposta à tentativa de assassinato de Yehuda Glick, um dos promotores da mudança do "status quo" na esplanada, provocando semanas de tensão.

As autoridades israelenses disseram que a medida foi tomada por razões de segurança e que não há intenção de mudar o "status quo", pelo qual o recinto está sob custódia da Jordânia e os judeus podem acessar, mas estão proibidos de orar.

Os agressores, originários de Umm al-Fahm, da província israelense de Haifa, carregavam facas, uma pistola e duas metralhadoras Carl Gustav, uma arma fácil de fabricar e de substituir suas peças, disse o comunicado policial.

O serviço de emergências Magen David Adom (MDA, Estrela Vermelha de David, equivalente à Cruz Vermelha) levou para um hospital dois baleados em estado grave, e uma pessoa ferida por estilhaços.

Estes fatos são parte de uma onda de violência, com início em outubro de 2015, onde morreram 265 palestinos - mais de dois terços deles ao realizar ataques ou supostos ataques - e 44 israelenses e outras quatro pessoas de várias nacionalidades como vítimas dessas agressões.

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