Erdogan promete "arrancar a cabeça" de golpistas e terroristas

Istambul, 15 jul (EFE). - O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, prometeu "arrancar a cabeça" dos incentivadores da tentativa fracassada de golpe militar, que completa um ano neste sábado e que o governo atribui ao grupo do teólogo e escritor exilado Fethullah Gülen.

Em discurso para uma multidão em Istambul, Erdogan citou a "Organização Terrorista Fethullah Gülen" (FETÖ), o Partido de Trabalhadores de Curdistão (PKK), a guerrilha curda, e o Estado Islâmico (EI), assegurando que possuem semelhanças.

"Sabemos quem está por trás de FETÖ, PKK e EI. O primeiro que faremos é arrancar a cabeça desses traidores", ameaçou o presidente, durante a cerimônia realizada em uma ponte do Rio Bósforo e transmitida ao vivo pela rede "NTV".

Ele voltou falar da sua já conhecida postura a favor da pena de morte, abolida em 2004, e afirmou que assinaria uma emenda constitucional para reintroduzi-la se o Parlamento a votasse. A atual formação do Parlamento, com dois partidos opositores firmemente contrários à pena de morte, não permite aprovar a emenda sem um referendo. Ainda que passasse, não poderia ser aplicada de forma retroativa.

Erdogan fez um discurso repleto de alusões à fé dos civis e disse que a população "enfrenta os tanques sem armas, apenas com bandeiras na mão".

"A sua única arma era a sua fé, enquanto os golpistas não tinham fé", disse o presidente, destacando que "os que fazem a 'jihad' em nome da pátria irão ao paraíso", citando versos do Corão.

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