Esplanada das Mesquitas de Jerusalém segue fechada pelo 2º dia após ataque

Jerusalém, 15 jul (EFE).- A Esplanada das Mesquitas de Jerusalém mantém suas portas fechadas neste sábado, pelo segundo dia consecutivo, como medida excepcional tomada ontem por Israel após o ataque na Cidade Antiga que causou a morte de dois policiais.

O xeque Omar Kiswani, diretor da Mesquita de Al Aqsa, disse à Agência Efe que esta é a primeira vez que uma proibição deste tipo é decretada em uma sexta-feira de orações.

Hoje, os estabelecimentos comerciais da Cidade Antiga, que ontem ficaram fechados durante todo o dia, voltaram a abrir suas portas diante de um número pequeno de turistas e da forte presença policial, tanto nas ruelas da cidade murada, no leste ocupado da Cidade Santa, como em seus acessos.

O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas pediu ao primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, que cancelasse a medida e, segundo a agência de notícias "Wafa", exigiu ao governo jordaniano, que é responsável pela segurança do local segundo o status quo, que faça uma intermediação com Israel para sua reabertura.

Netanyahu declarou durante sua reunião de urgência com o gabinete de segurança que "o Monte do Templo" (denominação judaica da esplanada) ficará fechado até amanhã, para facilitar as investigações policiais.

Na manhã de sexta-feira, três árabes-israelenses armados com pistolas e metralhadoras saíram do recinto sagrado e abriram fogo contra os policiais que estavam posicionados perto do Portão dos Leões, e depois retornaram ao complexo, onde ocorreu uma troca de tiros.

Os três agressores árabes-israelenses morreram por disparos das forças de segurança.

Horas depois, as autoridades de Israel detiveram o grande mufti de Jerusalém, Mohamed Hussein, quando ele dirigia as orações à multidão nas imediações e encorajava as pessoas a rezarem na mesquita de Al Aqsa, dentro do complexo, apesar do fechamento.

Depois de cinco horas de interrogatório sobre o incidente, o grande mufti foi liberado ao pagar uma fiança de 10.000 shekels (2.470 euros), segundo ele mesmo declarou neste sábado em uma entrevista ao jornal "Al Ayyam".

A ampla esplanada abriga a Mesquita de Al Aqsa e o santuário do Domo da Rocha e é considerada o terceiro lugar mais sagrado no islã, enquanto que é o primeiro para o judaísmo, que o chama de Monte do Templo, em cujos pés se encontra o Muro das Lamentações.

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