Governo palestino condena medida de segurança israelense em Jerusalém

Jerusalém, 16 jul (EFE). - O governo palestino qualificou neste domingo de "violação" as novas medidas de segurança implementadas por Israel aos acessos à Esplanada das Mesquitas, na Cidade Antiga, em Jerusalém, após o ataque de sexta-feira e as declarou "nulas".

"Estes procedimentos por parte da ocupação são nulos e considerados uma violação da santidade da Mesquita de Al-Aqsa", denunciou o porta-voz presidencial, Yusef Mahmoud, em um comunicado.

Na nota, ele pedia "uma intervenção urgente a nível internacional, árabe e islâmico para frear as medidas da ocupação (de Israel) e rejeitá-las".

As autoridades israelenses anunciaram hoje a reabertura da Esplanada, onde estão a Mesquita de Al-Aqsa e o santuário da Cúpula da Rocha, também conhecido como Monte do Templo.

A Esplanada ficou fechada durante mais de 48 horas, depois que na sexta-feira dois polícias israelenses morreram ao ser baleados por três árabe-israelenses nas imediações da Porta dos Leões, usada para acessar o recinto sagrado. Os autores da ação foram mortos pelas forças de segurança israelenses.

Após o ataque, as autoridades de Israel fecharam o local, medida suspensa hoje não que sem antes existisse um reforço das medidas de segurança, como a colocação de detectores de metais e a restrição no direito de acesso. Agora, o lugar só pode ser visto por muçulmanos residentes em Jerusalém ou visitantes, disse à Efe o porta-voz da Polícia de Israel, Micky Rosenfeld.

No entanto, o jornal "Haaretz" assegura que o Waqf, a autoridade jordaniana de patrimônio islâmico responsável pelo local sagrado, se negou a desbloquear as portas de entrada em protesto à instalação dos detectores.

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