Chanceler reitera que Irã está cumprindo honestamente acordo nuclear

Nova York, 17 jul (EFE).- O Irã reafirmou nesta segunda-feira que está cumprindo honestamente o acordo nuclear assinado em 2015 com várias potências mundiais e reiterou sua rejeição às armas atômicas.

As afirmações foram feitas pelo ministro de Relações Exteriores do Irã, Mohammad Javad Zarif, em um debate organizado nesta segunda-feira em Nova York pelo Council of Foreign Relations, evento que abordou vários temas da agenda internacional e regional.

Zarif disse que está "muito claro" que o Irã vem cumprindo com as obrigações estabelecidas no acordo nuclear assinado em 2015 pelos Estados Unidos, França, Reino Unido, Alemanha, Rússia e China.

Esse pacto foi motivado pelas suspeitas das potências ocidentais sobre a possibilidade de o programa de enriquecimento de urânio permitisse que o Irã desenvolvesse armas atômicas, algo que a República Islâmica sempre negou.

Zarif lembrou que a Agência Internacional da Energia Atômica (AIEA) é quem tem o mandato de verificar o cumprimento do Irã a respeito do pacto.

"Eles estão verificando a todo tempo. O Irã mantém seu compromisso de não produzir armas nucleares. Acreditamos que elas são inaceitáveis", destacou o chanceler.

Antes de ser eleito, o presidente dos EUA, Donald Trump, criticou a dureza do pacto e disse que era o "pior acordo já feito". O novo governo americano acusou o Irã de não estar cumprindo o "espírito" do acordo.

Mais cedo, o porta-voz da Casa Branca, Sean Spicer, disse que o secretário de Estado dos EUA, Rex Tillerson, fará "muito em breve" um anúncio sobre esse acordo nuclear, que está sendo revisado a pedido de Trump por funcionários do governo.

No debate de hoje, Zarif reiterou as queixas do Irã sobre o cumprimento de parte dos EUA dos compromissos de suspender as sanções econômicas impostas antes do acordo.

"Para os EUA, já desde o governo de Barack Obama, foi mais importante manter as sanções do que suspendê-las", disse.

Zarif lamentou a falta de comunicação com Tillerson, mas afirmou que isso não significa que a situação possa melhorar no futuro, ressaltando estar disposto a dialogar com Washington.

O chanceler também afirmou que as sanções econômicas impostas pelos EUA nunca produzem resultados porque podem gerar um efeito oposto ao buscado pelos americanos.

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