Mais de 7,5 milhões de venezuelanos participaram de referendo contra Maduro

Caracas, 17 jul (EFE).- Um total de 7.535.259 venezuelanos que vivem no país ou no exterior participaram neste domingo do referendo convocado pela oposição para medir a rejeição à Assembleia Nacional Constituinte convocada pelo presidente Nicolás Maduro.

O número foi divulgado nesta segunda-feira pelo reitor da Universidade Metropolitana de Caracas (Unimet), Benjamín Scharifker, um dos cinco dirigentes de instituições de ensino superior do país que exerceram papel de fiador desse consulta popular convocada pela oposição com o aval institucional do parlamento, onde os antichavistas têm maioria.

Segundo os dados finais da apuração, mais de 6,8 milhões desses eleitores foram às urnas dentro da Venezuela. Os votos restantes foram registrados em seções eleitorais criadas por várias cidades do mundo, inclusive no Brasil.

Do total de eleitores, mais de 7,4 milhões responderam "sim" às três perguntas feitas: se eles rejeitavam a Constituinte, se gostariam que as Forças Armadas acatassem as decisões do Parlamento e protegessem a Carta Magna vigente e se desejam a convocação de novas eleições e a formação de um governo de unidade nacional.

"Três milhões e meio de eleitores apoiaram a Constituinte proposta pelo presidente Hugo Chávez", lembrou um dos fiadores, o reitor da Universidade Pedagógica Experimental Libertadora, Raúl López, citando o número de pessoas que participou do referendo convocado em 1999 para perguntar a população se ela desejava uma nova Constituição e que gerou a atual Carta Magna.

López comparou os resultados com a rejeição à Constituinte proposta por Maduro ontem.

A consulta popular da oposição foi feita sem o aval do Poder Eleitoral, por isso não dispôs do registro de eleitores e se limitou a permitir o direito ao voto a todos os cidadãos maiores de 18 anos.

Segundo dados divulgados neste ano pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE), cerca de 19,5 milhões de pessoas têm direito a votar na Venezuela.

Os resultados, que foram desqualificados hoje pelo governo de Maduro, foram comemorados como um sucesso histórico pela oposição, que anunciou a formação de um governo de unidade paralelo ao Executivo de Nicolás Maduro.

O objetivo da Mesa da Unidade Democrática (MUD), a principal aliança de oposição, é intensificar, com o respaldo dos milhões de votos do referendo, as ações de desobediência civil para interromper uma Constituinte vista pelos antichavistas como uma tentativa de Maduro "consolidar uma ditadura".

Após o referendo desse domingo, o Brasil, outros países da região, os Estados Unidos e a União Europeia pediram que Maduro cancele a Assembleia Nacional Constituinte, marcada para ocorrer no dia 30 de julho.

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