UE sanciona 16 pessoas por ataques químicos contra civis na Síria

Bruxelas, 17 jul (EFE).- Os ministros das Relações Exteriores da União Europeia (UE) decidiram nesta segunda-feira sancionar 16 pessoas relacionadas com o regime da Síria por seu papel no desenvolvimento e no uso de armas químicas contra a população civil no conflito interno no país árabe.

O Conselho de Relações Exteriores indicou em um comunicado que os sancionados são oito oficiais militares do alto escalão e oito cientistas envolvidos na proliferação de armas químicas.

A UE já tinha decidido impor medidas restritivas no dia 4 de março a funcionários do primeiro escalão do regime sírio pelo uso de armas químicas no país.

A decisão de hoje amplia para 255 o número total de pessoas que a UE impede de entrar em território comunitário e cujos bens foram congelados, ao considerá-las "responsáveis pela repressão violenta contra a população civil síria", que se beneficiam e apoiam o regime do presidente Bashar al Assad.

Além disso, na lista negra há 67 entidades e, em paralelo, a UE mantém um embargo sobre o petróleo sírio, além de restrições aos investimentos, do congelamento de ativos do Banco Central sírio na UE, de restrições à exportação de equipamentos e tecnologia que possam ser utilizadas na repressão interna e para o controle da internet e de comunicações telefônicas.

Essas medidas foram ampliadas em 29 de maio e estarão em vigor até 1º de junho de 2018.

A Equipe de Investigação da Organização para a Proibição das Armas Químicas (Opaq) confirmou recentemente o uso desses armamentos no ataque de 4 de abril na localidade de Khan Sheikoun.

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