Confrontos entre rebeldes deixam ao menos 15 mortos na Síria

Beirute, 18 jul (EFE).- Pelo menos 15 combatentes morreram desde ontem nos combates entre as Forças da Síria Democrática (FSD), uma aliança liderada por milícias curdas, e rebeldes sírios apoiados pela Turquia no norte da província de Aleppo, informaram nesta terça-feira uma fonte das FSD e ativistas.

O porta-voz da Brigada do Norte Democrático, Ahmad al Omar, cujo grupo pertence às FSD, disse à Agência Efe por telefone que a milícia tem em seu poder os corpos de 15 de seus adversários, mortos em combates desde a segunda-feira.

Ontem, explodiram enfrentamentos entre as FSD, apoiadas pela coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos, e facções sírias apoiadas por forças turcas na metade norte de Aleppo.

"Por volta das 16h locais de ontem (10h de Brasília), as tropas da Turquia com o apoio de seus mercenários presentes em Azaz (norte de Aleppo) desencadearam um ataque contra nossas posições em Ain Daqna, Tel Refat e Maaranaz", explicou Omar.

As FSD responderam à agressão e "causaram perdas de equipamento e pessoal" a seus oponentes, acrescentou a fonte.

"Fizemos um prisioneiro e temos 15 corpos", disse Omar, que não soube precisar se entre eles havia algum soldado turco pois "não estão identificados".

Ainda assim, o porta-voz afirmou que foi lançada "uma iniciativa humanitária para entregar os corpos dos sírios a seus familiares e não às forças militares".

O Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH) confirmou que pelo menos 15 combatentes dos grupos locais que colaboram com a Turquia morreram nos enfrentamentos nos arredores de Ain Daqna, que continuam.

Além disso, o OSDH enfatizou que há um número indeterminado de mortos e feridos de nacionalidade turca, e acrescentou que quatro integrantes das FSD ficaram feridos.

Ontem, esta fonte informou que a Rússia estava intermediando para reduzir esses confrontos depois que cinco soldados turcos ficaram feridos, junto a outros cinco das facções apoiadas por Ancara.

O OSDH detalhou que a Rússia tinha intervindo diante da impossibilidade de os rebeldes sírios, aliados da Turquia, garantirem uma via para a remoção dos feridos.

Em um comunicado publicado hoje, a principal milícia curdo-síria, Unidades de Proteção Popular (YPG, sigla em curdo), anunciou, "como um gesto de boa vontade", "a separação da questão dos corpos dos sírios (exclusivamente) do tema das negociações e mediações de qualquer parte".

As YPG pediram às famílias dos sírios mortos que façam contato com o grupo diretamente pare recuperar os corpos de seus familiares.

Omar assegurou à Efe que não tem conhecimento de nenhuma mediação russa, apesar de ontem o responsável político curdo-sírio, Ahmad Afrach, ter afirmado que esta intermediação estava sim ocorrendo. EFE

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