EUA impõem novas sanções ao Irã após certificar cumprimento do pacto nuclear

Washington, 18 jul (EFE).- O governo dos Estados Unidos anunciou nesta terça-feira sanções contra 18 indivíduos e entidades iranianas, um dia após ter certificado perante o Congresso que o Irã segue cumprindo as condições do pacto que assinou com seis potências em 2015 para limitar seu programa nuclear.

Os departamentos do Tesouro e de Estado foram os responsáveis por informar das novas sanções, relacionadas com o programa de mísseis balísticos do Irã, o apoio militar à Guarda Revolucionária e a vinculação com uma organização criminal transnacional.

O governo americano "continuará centrando-se agressivamente na atividade maligna do Irã, incluindo o seu apoio estatal em curso ao terrorismo, o seu programa de mísseis balísticos e os abusos de direitos humanos", detalhou em um comunicado o secretário do Tesouro, Steve Mnuchin.

Estas novas sanções "enviam um forte sinal que os Estados Unidos não tolerarão o comportamento provocador e desestabilizador do Irã", acrescentou Mnuchin.

Os ativos nos EUA dos 18 indivíduos e entidades sancionados com estas sanções ficam congelados e os afetados também estão proibidos de fazer transações com americanos.

Apesar da certidão enviada ao Congresso, funcionários da Casa Branca afirmaram ontem que Teerã está em "indiscutível incumprimento do espírito do Plano Integral de Ação Conjunta (JCPOA, na sigla em inglês)", como é denominado o acordo nuclear.

"O secretário de Estado (Rex Tillerson) e o presidente (Donald Trump) querem enfatizar que o Irã segue sendo uma das maiores ameaças para os interesses americanos e para a estabilidade regional", apontaram esses funcionários sob condição de anonimato.

Entre a "gama de atividades malignas" que, segundo a Casa Branca, é promovida por Teerã estão o apoio às "atrocidades "do presidente Bashar al Assad na Síria, o programa de mísseis e "a contínua hostilidade contra Israel".

Segundo o jornal "The New York Times", a certidão desta segunda-feira foi confirmada apesar da oposição do próprio Trump, partidário da linha dura com o Irã e contrário ao acordo nuclear de 2015.

Nesse sentido, o governante americano está à espera de uma revisão do pacto nuclear que encomendou para fixar sua estratégia futura.

De acordo com o jornal "The Washington Post", essa revisão deve estar concluída antes de meados de outubro, quando se completa de novo o prazo de 90 dias para que os EUA certifiquem se o Irã segue cumprindo sua parte do acordo nuclear.

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