EUA mantêm Irã como "principal Estado patrocinador do terrorismo" em lista

Washington, 19 jul (EFE).- Os Estados Unidos informaram nesta quarta-feira que o Irã é "o principal Estado patrocinador do terrorismo em 2016" e o manteviveram em uma lista de imposição de sanções, na qual o país se encontra há décadas junto a Síria e Sudão.

O relatório anual sobre terrorismo no mundo divulgado pelo Departamento de Estado americano não apresenta mudanças na lista de Estados patrocinadores do terrorismo, da qual Cuba foi retirada em 2015 e não voltou a ser incluída pelo governo de Donald Trump, apesar do discurso mais ríspido em relação à ilha.

O Irã está há mais de três décadas, desde 1984, na lista de Estados patrocinadores do terrorismo do Departamento de Estado dos EUA, o que significa a imposição de sanções, como a proibição da venda e exportação de armas e um veto à ajuda econômica.

"O Irã seguiu sendo o principal Estado patrocinador do terrorismo em 2016, e os grupos que apoia mantiveram a sua capacidade de ameaçar os interesses dos EUA e de seus aliados", indica o relatório, o primeiro emitido sob o governo de Trump, que foi muito crítico em relação a Teerã.

As forças Quds, a unidade de elite e de operações internacionais da Guarda Revolucionária iraniana, "junta a sócios e aliados do Irã, seguiram tendo um papel desestabilizador em conflitos militares no Iraque, na Síria e no Iêmen", aponta o documento.

O Irã continuou "recrutando combatentes de toda a região para se unir a milícias xiitas envolvidas em combates na Síria e no Irã", assim como financiando o Hezbollah e trabalhando com essa organização a favor do regime sírio de Bashar al Assad na guerra civil.

Os Estados Unidos também destacam o apoio iraniano ao "Hamas e outros grupos terroristas palestinos", além da grupos "xiitas militantes no Bahrein" e organizações radicais da mesma confissão no Iraque.

Também foi mantida como patrocinadora do terrorismo a Síria, que se encontra na lista desde 1979, porque Assad "continuou o seu apoio político e militar a vários grupos terroristas que afetam a estabilidade da região". Além disso, "sua relação com o Hezbollah e o Irã se fortaleceu em 2016", o que o ajudaram a retomar o leste de Aleppo.

O Sudão, que foi incluído na lista de patrocinadores do terrorismo em 1993, volta a aparecer nela, mas a justificativa oferecida pelo Departamento de Estado americano é mais fraca do que em anos anteriores, o que pode indicar um possível debate no governo de Trump para retirar o país dessa relação.

O relatório afirma que "combater o terrorismo é hoje uma prioridade para o Sudão", que coopera com os Estados Unidos para esse fim. Segundo a justificativa, não houve "indícios de que o governo sudanês tolerou ou auxiliou organizações terroristas dentro das suas fronteiras em 2016".

Trump planeja decidir para outubro se suspenderá permanentemente uma série de sanções financeiras impostas há duas décadas ao Sudão, mas essa decisão não afetaria a presença do país na lista do Departamento de Estado, seria um processo separado.

Cuba foi retirada da lista em 2015 e volta a ficar fora neste ano. O Departamento de Estado não inclui nenhuma referência à ilha no que diz respeito às atividades terroristas na América Latina.

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos