Justiça chilena rejeita exonerar filho de Bachelet por corrupção

Santiago do Chile, 19 jul (EFE).- A justiça chilena rejeitou nesta quarta-feira exonerar Sebastián Dávalos, filho da presidente do Chile, Michelle Bachelet, de seu suposto envolvimento no caso "Caval", um polêmico negócio imobiliário pelo qual ele e sua esposa, Natalia Compagnon, são investigados.

Em decisão unânime, a Corte de Apelações de Rancagua, 90 quilômetros ao sul de Santiago, não acolheu a solicitação de suspensão do processo apresentada pela defesa de Dávalos, que argumentava que ele já declarou em três oportunidades e esclareceu seus vínculos com a empresa Caval, de propriedade da sua esposa.

Por outro lado, a Promotoria e o Conselho de Defesa do Estado (CDE) se opuseram ao requerimento, pois ainda há diligências pendentes neste caso.

"Há diversas diligências solicitadas tanto pela defesa como pelo Ministério Público. Há auditorias financeiras que estamos pedindo, já que há documentação de algumas das empresas que não foram relacionadas à pasta fiscal", explicou a promotora Marcia Allendes.

Marcia acrescentou que também foram solicitadas "novas declarações e levantamentos patrimoniais".

A promotora afirmou que estão comprovados os pagamentos por serviços que Dávalos recebeu da Caval em 2012, 2013 e 2014, mas o advogado de defesa, Álvaro Morales, assegurou que essas transações estão "dentro da lei".

Morales pede que o seu cliente seja declarado inocente dos crimes de suborno, uso de informação privilegiada, tráfico de influência, violação de segredo e negociação incompatível.

Sebastián Dávalos e a sua esposa são investigados pela suposta comissão de tráfico de influência e uso de informação privilegiada em relação com um milionário negócio imobiliário da empresa Caval.

O negócio, que rendeu volumosos lucros, foi financiado com um empréstimo de 6,5 bilhões de pesos chilenos (R$ 31,2 milhões), concedido pessoalmente pelo dono do Banco do Chile, Andrónico Luksic.

Com o dinheiro, foram comprados vários terrenos na localidade de Machalí, posteriormente vendidos por 9 bilhões de pesos chilenos (R$ 43,2 milhões), com a promessa de que haveria a mudança no uso de solo do setor.

O caso ganhou repercussão no início de 2015 e provocou a renúncia de Dávalos ao cargo de diretor sociocultural da Presidência da República.

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