Número de ataques terroristas no mundo caiu 9% em 2016, segundo EUA

Washington, 19 jul (EFE).- O número de ataques terroristas caiu 9% em nível global em 2016 e as mortes provocadas por esse fenômeno se reduziram 13% com relação a 2015, apesar de o Estado Islâmico (EI) ter aumentado a quantidade de seus atentados, segundo o relatório anual sobre o terrorismo no mundo do Departamento de Estado dos Estados Unidos.

Durante o ano passado, o EI continuou sendo "a ameaça terrorista mais potente à segurança global", apesar de ter perdido território no Iraque e na Síria e ter ficado "em seu ponto mais baixo quanto a força no campo de batalha desde pelo menos 2014", de acordo com o relatório americano publicado nesta quarta-feira.

A queda no número de ataques "se deveu principalmente à redução dos atentados e das mortes em Afeganistão, Síria, Nigéria, Paquistão e Iêmen", ainda que outros países tenham experimentarado um aumento, entre eles Iraque, Turquia, Somália, Sudão do Sul e República Democrática do Congo, segundo o documento.

Em 2016 houve ataques terroristas em 104 países do mundo, mas 55% deles se concentraram em apenas cinco: Iraque, Afeganistão, Paquistão, Índia e Filipinas, enquanto 75% das mortes aconteceram em Iraque, Afeganistão, Paquistão, Síria e Nigéria.

"O EI foi responsável por mais ataques e mortes que nenhum outro grupo" terrorista em 2016, com 20% a mais de ataques e 69% a mais de mortes no Iraque que em 2015, indica o documento.

O grupo jihadista efetuou ataques em 20 países no ano passado, graças às suas "oito filiais reconhecidas e numerosas redes não declaradas" que operam fora de suas fortificações no Iraque e na Síria, com especial força na África Ocidental (Boko Haram), no Afeganistão, no Paquistão, no Egito, na Libia e no Iêmen.

"O EI foi expulso de quase um quarto do território que controlava na Síria e no Iraque no começo do ano", detalha o relatório.

Os obstáculos impostos por numerosos países ao fluxo de combatentes estrangeiros para esses países, "somados às mortes em combate, deixaram o grupo em seu ponto mais baixo quanto a força no campo de batalha desde pelo menos 2014", acrescenta.

Por outro lado, houve "mortes em massa" como consequência de atentados em espaços públicos, "às vezes utilizando meios e métodos poucos sofisticados", como o atropelamento de centenas de pessoas em Nice (França) em julho de 2016, e os ataques em um mercado natalino em Berlim em dezembro e no aeroporto de Istambul em junho.

Além disso, os Estados Unidos consideram que Al Qaeda e as suas filiais regionais mostraram "resistência" em 2016 e seguiram "ameaçando os interesses" americanos, enquanto que "os grupos terroristas apoiados pelo Irã", como o libanês Hezbollah, "seguiram ameaçando os aliados e interesses dos EUA" apesar das sanções contra eles.

Em 2016 houve um total de 11.072 ataques terroristas no mundo todo, que provocaram 25.600 mortes e deixaram mais de 33.800 feridos, e mais de 15.500 pessoas foram sequestradas por grupos terroristas no mundo todo, segundo o relatório.

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