Supostos membros da MS-13 são acusados de 12 assassinatos em Nova York

Nova York, 19 jul (EFE).- Dezessete supostos membros da gangue MS-13 foram acusados nesta quarta-feira em Nova York de cometer 12 assassinatos, crime organizado, incêndio provocado, obstrução à justiça, conspiração para distribuir maconha e cocaína e outros crimes relacionados a armas, por suas atividades em Long Island.

A promotoria federal do distrito leste de Nova Iorque anunciou um total de 59 acusações e entre os suspeitos estão Alexis Hernández, Omar Antonio Villalta e Santos Leonel Ortiz Flores, detidos pelos assassinatos de quatro jovens latinos no último dia 11 de abril na localidade de Central Islip, em Long Island.

As vítimas, identificados como Justin Llivicura, Jorge Tigre, Michael López Banegas e Jefferson Villalobos, tiveram seus corpos cortados com um facão, arma comumente usada pela Mara Salvatrucha, como também é conhecida a MS-13.

Duas semanas antes dos assassinatos, o procurador-geral dos Estados Unidos, Jeff Sessions, tinha declarado a guerra às gangues, a exemplo do governador de Nova York Andrew Cuomo, que desdobrou policiais e recursos tecnológicos para auxiliar as autoridades locais.

Nos últimos 18 meses, 17 jovens foram assassinados em Long Island, crimes atribuídos à MS-13, sendo duas das vítimas as estudantes Kayla Covas, de origem dominicana, e sua amiga Nisa Mickens.

"As mortes sem sentido das quais é acusada demonstram a compulsão da MS-13 de cometer atos de violência horríveis em nossas comunidades", disse a procuradora interina para o distrito leste de Nova York, Bridget M. Rhode.

A lista de acusados também inclui Jeffrey Amador e Ronald Catalán, líder do subgrupo Brentwood Loucos Salvatruchas, que opera em Brentwood (Long Island) por uma tentativa de assassinato em outubro de 2015 contra dois supostos membros de uma gangue rival.

Segundo a acusação de hoje, os membros da MS-13 conspiraram para distribuir maconha e cocaína, e com o dinheiro gerado financiar as atividades do bando.

A liderança de MS-13 é baseada em El Salvador e Honduras, mas a gangue conta com milhares de membros nos Estados Unidos, composto principalmente por imigrantes da América Central. Segundo as autoridades, é o grupo criminoso mais violento em Long Island.

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