Argentina confia que crise política do Brasil não afetará Mercosul

Mendoza (Argentina), 20 jul (EFE).- O governo da Argentina disse nesta quinta-feira que confia que a situação política no Brasil, abalada pelas denúncias de corrupção contra o governo, será resolvida pelos canais institucionais e não afetará o Mercosul.

"Sobre a situação política do Brasil, confiamos plenamente que essa situação está sendo considerada pelos canais previstos pela institucionalidade brasileira", disse o vice-chanceler da Argentina, Daniel Raimondi, durante a abertura da cúpula do Mercosul na cidade de Mendoza, no oeste do país.

Na cúpula presidencial prevista para amanhã, o presidente da Argentina, Mauricio Macri, passará ao presidente Michel Temer a presidência rotativa do bloco regional.

Temer terá como desafio liderar na segunda metade deste ano as negociações do acordo de livre comércio que o Mercosul negocia há quase duas décadas com a União Europeia.

No entanto, o presidente está mais preocupado com a situação dentro do próprio Brasil. Acusado de corrupção pela Procuradoria-Geral da República, Temer tem em 2 de agosto um dia-chave, quando está previsto que a Câmara dos Deputados decida se o Supremo Tribunal Federal pode dar sequência à investigação, o que levaria o peemedebista a ser afastado do poder por 180 dias.

"Confiamos que os brasileiros, dentro do seu sistema político, jurídico e institucional, vão resolver essa situação que estão atravessando e que não afeta em nada o seu compromisso com o Mercosul. Tampouco afeta a relação estratégica que temos com o nosso parceiro Brasil", reforçou o vice-chanceler da Argentina.

Por sua vez, o secretário de Relações Econômicas Internacionais da Argentina, Horacio Reyser, disse que a "institucionalidade" do Mercosul já tem mais de 25 anos. Para ele, o bloco já mostrou que é um instrumento que sobrevive e estabiliza os assuntos que podem estar criando divergência entre os países.

Reyser, coordenador da Argentina no bloco, disse que a situação do Brasil não afetou o dia a dia no Mercosul.

"Certamente, nós queremos que se resolvam todos os temas sob o mecanismo institucional que o Brasil tem. E, além disso, esperamos que siga esse incipiente crescimento econômico registrado pelo Brasil, que foi bastante vigoroso no comércio. Isso é um sinal muito positivo", completou Reyser.

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