Confrontos entre facções islâmicas deixam 38 mortos no norte da Síria

Beirute, 20 jul (EFE).- Pelo menos 38 pessoas morreram nas últimas 24 horas em combates entre as duas maiores facções armadas da província setentrional de Idlib, controlada quase totalmente pela ex-filial síria da Al Qaeda e outros grupos islâmicos, informou nesta quinta-feira o Observatório Sírio de Direitos Humanos.

A ONG detalhou que pelo menos sete dessas vítimas são civis, enquanto que outras quatro são de identidade desconhecida.

Os outros 27 são combatentes do Movimento Islâmico dos Livres de Sham, uma organização de tendência salafista, e do Organismo de Liberdade do Levante - a aliança do antigo braço da Al Qaeda -, que se enfrentaram nos dois últimos dias em distintas áreas da província.

Após a relativa calma vivida ontem à noite, os confrontos foram retomados após o meio-dia de hoje nas áreas de Maraya, Al Rami, Kafr Haja e Al Magara, na região de Yabal Zauya, no sul de Idlib.

Também, houve combates na cidade de Horsh Abidin, cujo controle foi tomado pelo Organismo de Liberdade do Levante.

Essa organização está mobilizando seus guerrilheiros nos arredores da localidade de Yaryanaz, em meio a informações de que poderia ter irrompido e dominado seu território, disse o Observatório.

Além disso, a aliança da ex-filial da Al Qaeda conquistou o povoado de Isqat e está se mobilizando perto de Kafr Nabuda.

A ONG indicou ainda que há tentativas de responsáveis religiosos e locais de intermediar entre as partes, que até agora foram infrutíferas.

A disputa entre ambas facções surgiu por causa de um protesto na qual se alçou a bandeira da revolução síria na cidade de Idlib e que acabou em uma saraivada de disparos, pelos quais os presentes acusaram o Organismo de Liberdade do Levante.

No dia seguinte, um grupo de desconhecidos erigiu em uma praça da cidade uma bandeira preta com a inscrição "Não há outro Deus que Alá e Maomé é o seu profeta", em uma ação pela qual os moradores culparam também à aliança da ex-filial da Al Qaeda.

Isto motivou uma tensão na região que derivou nos enfrentamentos entre esses dois grupos armados.

Quase toda Idlib está em poder das facções rebeldes e islâmicas. EFE

ssa/rsd

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